Vampiras órfãs pelo destino

Irmã da eternidade catastrófica, homicidas os irmãos de vosso sangue. Usas a malévola dissimulação para sugar as diretrizes da ordem moral, como um draconiano soldado em eras sombrias. Impressiono-me com tua trama de arrastar os homens ao centro da luxúria; agarras a indolência como se olho de tornado ventasse. Feito quadro expressionista, bebes de todo viço verrinoso, e vomitas na tela a verdade.

Elegia a Deus

Quem na penumbra de um pensamento
Poderia imaginar tal desalento tão cinza,
No abismo surreal de espíritos sofrendo
Por ausência da graça que nos finda.

Os galhos ressecaram por sua ida sombria
Os pássaros enrijeceram e caíram no poço,
Mas nossos pecados voam na névoa tão fria
E iram os animais tão selvagens de teu fosso.

Tais criaturas viveram sob o jugo da moral
Agora fervelham no sangue negro tão vil.
Dançam no adágio do ódio, o pecado mortal,
A ordem deificada no buraco escuro e febril.

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