Intervalo

Quem te disse ao ouvido esse segredo
Que raras deusas têm escutado —
Aquele amor cheio de crença e medo
Que é verdadeiro só se é segredado?...
Quem te disse tão cedo?

Não fui eu, que te não ousei dizê-lo.
Não foi um outro, porque não sabia.
Mas quem roçou da testa teu cabelo
E te disse ao ouvido o que sentia?
Seria alguém, seria?

O Dono da vida

O Dono da vida
(Mauro A Evaristo)

Não dependa de outros viventes
Tenha sempre em mente
De que tudo que você precisa
É só pedir ao Dono da vida.

Não se prenda em crenças limitantes
Faça valer cada instante
Se há algo que você precisa
É só falar com o Dono da vida.

Não careça de atenção
Tampouco de outros viventes
Se há muito o que necessita

Basta conversar com gratidão
No seu canto, em sua mente
Confie no Dono da vida.

feradapoesia.blogspot.com

A flor da pele

A flor da pele
(Mauro A Evaristo)

Ando tão a flor da pele
Que não há o que não se revele
O fim do mundo numa semana,
O fim de um caso tão bacana.

Ando tão à flor da pele
Que não há o que se revele
O fim da saudade de um bem querer,
O começo recomeço de viver.

Ando tão à flor da pele
Que filmes rápidos de internet
Bagunçam com meu jeito de ser

Sem me abalar algo que não se apresse
Em minha alegria e meu jeito de ser,
Isso sim é viver.

feradapoesia.blogspot.com

Coisas simples

Coisas simples
(Mauro A Evaristo)

Eu tenho coisas simples para agradecer
Ar pleno pra respirar, água para beber,
Um longo caminho para trilhar,
Sonho (plural) feito estrela a brilhar.

Coisas simples das quais me agradar
Perfume de flores e Anjos no ar,
Muito em viver, água para beber,
Caminho em perspectiva a percorrer.

Eu tenho muito em que me agradar
Um universo em expansão em meu Ser,
Livros ainda por ler, água para beber,

Entre o café e o vinho

Entre o café e o vinho
(Mauro A Evaristo)

Todos os domingos são assim
Levo as horas sem receio ou pantim,
Aproveito bem todo o caminho
Com intervalos entre o café e o vinho.

Sigo bem nesse ínterim
Aprendi a ter paz comigo,
Mentalizo rios, mares, jardins,
Navego por entre poemas e livros.

Tudo é bom e faz bem
Aos que buscam se amarem também
E isto enriquece todo viver

Que faz merecer toda bondade além,
Pois, tudo é fazer o mundo um lugar bem
Por saber do poder infinito em você.

Dentro da civilização

Dentro da civilização
(Mauro A Evaristo)

Dentro da civilização
Existe muita maldade, perversão
Pessoas pseudos boas, religiosas
Capazes de coisas sujas, horrorosas.

Dentro da civilização
Existe o código da destruição
Manifestado por homens vis de ternos
Com a chave das portas do inferno.

Dentro da civilização
Só existe uma opção
Que é despertar pra perceber

Que a glândula pineal tem a solução
Que impulsiona acordar para entender
Que existe poder infinito em você.

Placebos provisórios

Placebos provisórios
(Mauro A Evaristo)

Somos na maioria contraditórios
Pra necessidades imediatas
Aceitamos placebos provisórios
Com validação fácil e substrata.

Somos na maioria variantes
Reféns de crenças limitantes
Exigindo com análise geral
O que cabe de ação individual.

Somos na maioria limitados
Exigindo cada vez mais do estado
A solução rápida e prática pra viver

Que nos traga um conforto de agrado
Sem a consciência que tem a ver
Exatamente aos que escolhemos eleger.

Ponderada solução

Ponderada solução
(Mauro A Evaristo)

Nem tudo na vida precisa dizer não
Algumas coisas responda "vou estudar"
Depois de ponderada solução
Venho lhe comunicar.

Nem tudo precisa resposta imediata
O tempo, seu tempo é crucial
Busque com parcimônia seu natural,
O uso de bom senso e lucidez não desgasta.

Nem tudo precisa ser na hora respondido
Apenas pra agradar algo impreciso
Use o seu tempo para entender

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