Horas Vazias

Vejo agora o tamanho do vazio

O desperdício das horas lamentadas

Por não ter feito nada; nem descansar,

Nem agir, nem pensar…

São somente horas vazias, sem proveito.

 

Me trazem um enorme vazio

De lembranças que deveria ter,

De sentimentos que deveria ter,

De ensinamentos…

 

E agora, vazio.

Vazando horas a fio uma vida inteira

Imerso num imenso nada

Sem saber ao certo como me ocupar.

Enquanto as horas passam até acabar o tempo.

Manias de Grandeza

Tenho manias de grandeza:

Dessas que, de tão grande,

Não caibo só em mim mesmo…

 

Amo para além de mim;

Trabalho mais do que devia

Quero tanto viver que nunca dá tempo

E me angustio!

 

De ler muitos livros,

De ouvir muitas músicas,

De abrir muitos risos,

Tenho sede.

 

De passear muitos campos,

De nadar muitas praias,

De deslumbrar muitas flores

Tenho fome.

 

 

Sonho para além de mim;

Durmo menos do que devia

Cidades Pequenas

Ainda hei de escrever crônicas

De cidades pequenas espalhadas pelo mundo

Onde hei de espalhar meus passos

Acostumados à cidade grande.

 

Ainda hei de engrandecer os detalhes

De cidades pequenas espalhadas pelo mundo

Onde hei de espalhar meus olhos

Acostumados a grandezas de cidades.

 

Ainda hei de guardar os perfumes

De cidades pequenas espalhadas pelo mundo

Onde hei de espalhar meu nariz

Acostumado a (falta de) cheiro de cidade grande.

A vida de Auta Alta Frequência

A vida de Auta Alta Frequência
(Mauro A Evaristo)

A vida de Auta Alta Frequência
Passa pela dedicação e consistência,
Abrir mão das palavras pesadas, chulas
Estando elas no dia a dia, nas músicas.

Dedicar em não perder o meditar, a oração
Com as marcas da reclamação,
Parar de discutir até mentalmente em vão,
Deixe quem não sabe nada ter razão.

A vida de Auta Alta Frequência
Passa principalmente pela consciência
Do bem que se pode em silêncio fazer

Lúcida percepção

Lúcida percepção
(Mauro A Evaristo)

Foi numa manhã chuvosa qualquer
Que sorvia o gosto e cheiro do café
Bateu-me uma lúcida percepção
Se qualquer um pode por que eu não?

Foi numa tarde acalorada
Em que perdia o tempo com nada
Olhei em volta com atenção
Se qualquer um pode por que eu não?

Foi numa noite de estrelas
Que veio-me a tal certeza
Que hoje a chamo de inspiração

Acredite onde quer que esteja
Pois tudo depende de ação
Se qualquer um pode por que eu não?

feradapoesia.blogspot.com

Além da superfície

Além da superfície
(Mauro A Evaristo)

Seja a dor, contratempos ou alegria
Que por vezes a gente aqui vivencia
Tem em si a certeza de um entorno
Compreendido como a lei do retorno.

Seja um desgosto, uma dor ou tristeza
Que a gente vivencia com certeza
Cuide do pensar e vibrar da emoção
Pois somos sujeitos a lei da retribuição.

Qualquer ser nesta planície
Que plante alegrias, esperanças ou tolices
Deve ter em mente o aquecer do fogo

Rosário de lágrimas

Rosário de lágrimas
(Mauro A Evaristo)

A vida é o rosário de lágrimas
Com hiatos de riso e alegria por dádivas,
Alguns vivem no prisma do sofrer
Outros como privilégio de agradecer.

A vida é batalha vã para o infante
Com leque de crenças limitantes
Que lhe deram e muito absorveu
Por distração sem ver o que recebeu.

Viver é essa caminhada aguerrida
Onde muitos nascem com ela perdida
Como flores brotando no lamaçal,

Tenha a prática

Tenha a prática
(Mauro A Evaristo)

Sempre que possível leia o livro,
Pratique o pensamento positivo,
Experimente novas alegrias
Em tudo que sente e vivencia.

Alegre seu olhar com sua mente,
Tenha a prática em ser contente,
Beba água, suavize o dia,
Viva com paixão o que vivencia.

Acredite e pratique o amor ao próximo
Característica de quem Deus é sócio,
Faça o bem até a quem lhe quer mal,

Perdoe os que vivem no ódio
Somos todos imaturos afinal,
Amadurecer é libertar a glândula pineal.

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