Gaia
Autor: Egas de Souza on Monday, 30 March 2026Aquando de um devaneio, olhei uma flor.
Tão jovem, tão cheia de vida que era,
Tão bela era a juventude coberta
Que era frágil. Cristal.
Mas o vento do Norte invejou-nos,
E irado te arrancou de mim...
Libertaste-te sem dor, és livre,
Livre de espalhar o teu pólen.
Melancólico fiquei desde então,
Até que algo me violou o rosto;
Eras tu, pétala do amor, voltaste.
Finalmente posso amar-te jovem.



