Maria Silveira "Inquietações - No espaço e no tempo"
Autor: admin on Monday, 26 January 2026a poesia ensina-me!
Autor: António Tê Santos on Monday, 26 January 2026os parâmetros da autêntica riqueza medem-se pela nossa consciência moral; pelos nossos afetos desviados da agressividade característica da vulgar gente; pelos pensamentos quando ultrapassam a fronteira das emoções para penetrarem no jardim da nossa razão.
a poesia ensina-me!
Autor: António Tê Santos on Monday, 26 January 2026os fardos que eu trago na lembrança incluem pegadas que conduzem às manobras da minha razão; incluem eventos que eu rejeito para que não contaminem a minha existência vigente; incluem aspas escrupulosas.
a poesia ensina-me!
Autor: António Tê Santos on Sunday, 25 January 2026a poesia intromete-se nas nossas vidas para acicatar o engenho das nossas figurações construtivas; para remeter às cavernas hereditárias o nosso usual sofrimento; para acudir ao descalabro da nossa razão.
a poesia ensina-me!
Autor: António Tê Santos on Sunday, 25 January 2026normalmente sofro de constrangimentos que me impedem de tombar na idolatria e nos desenganos que ela fomenta: porque usufruo duma aura pessoal que dificulta a minha integração na comunidade; porque transfiro para a poesia os meus rompantes emocionais.
a poesia ensina-me!
Autor: António Tê Santos on Sunday, 25 January 2026remoem as mágoas da vida que arrastei: foram catos esfregados nas quimeras e foram traumas que ficaram para sempre; foram palavras hostis e foram náuseas extravasantes; foram inúmeras humilhações.
a poesia ensina-me!
Autor: António Tê Santos on Sunday, 25 January 2026instalo-me num claustro que adorno com palavras transparentes; com os escritos que vivificam a minha comunicação através dos seus augúrios intelectuais; com as farpas que introduzo na consciência das pessoas.
a poesia ensina-me!
Autor: António Tê Santos on Saturday, 24 January 2026a indigência moral resulta das guerrilhas quotidianas que transbordam os nossos desafetos; que retrocedem ao primitivismo dos nossos costumes; que replicam aos nossos fracassos; que consolidam as nossas injustiças.
a poesia ensina-me!
Autor: António Tê Santos on Saturday, 24 January 2026tenho a solidez dum poeta que recupera o ardor nas suas obras literárias; que suprime o infortúnio porque transfere para os versos as chagas do seu sofrimento; que filtra na razão os relatos doloridos da sua vivência.

