Desilusão
Estou possuido pelas vontades do meu corpo
Autor: Rui Correia on Tuesday, 3 December 2013Estou possuído
pelas vontades do meu corpo.
Corruído,
por querer e não poder atracar no teu porto.
Sinto-me perdido
no teu vasto oceano.
Desiludido,
por ser, apenas, mais um engano.
Porque me deixas encontrar o teu rumo
sem o encontrar?
Porque fazes de mim fumo
que se está a dissipar?
E eu... Eu? Eu, apenas, desejo ter-te!
Trazer mais que tristeza do teu profundo.
Possuir-te, agarrar-te e ver-te
como conheceste o mundo.
LIBERDADE SEM IRA
Autor: josé João Murti... on Monday, 2 December 2013LIBERDADE SEM IRA
Por muito culpado que me julgues, não me flageles com palavras
O meu corpo sangra e a minha alma foi engolida pelo esquecimento
Não, não quero mais sangue, nem mitos, nem histórias, nem lavras
Pintado por um padrão de horrores sem piedade nem sentimento.
Também não grites para essa gente, filhos de um passado presente
Surdos, não querem ouvir, nem saber as razões de quem sentira
O erro de não querer ser igual a tantos outros. Querer ser diferente
Esquecer o passado de dor. E crescer sem ódio, sem mágoa, sem ira.
Consciência
Autor: Kira on Monday, 2 December 2013Já faz algum tempo, na verdade, bastante tempo que sinto que cada vez mais se vive em momentos rodeados de personagens que assinalam a sua presença e daí não passa, de uma mera aparência.
Quem me dera
Autor: conceição corde... on Sunday, 1 December 2013Porque existe o nevoeiro
Autor: Rui Correia on Thursday, 28 November 2013Porque existe o nevoeiro
que cobre o nascer da luz?
Vem e cobre, o nevoeiro,
e o sol já não reluz.
Como dissipar este nevoeiro
que me leva a alegria de viver?
Cada vez que ataca, este nevoeiro,
fico com vontade de desaparecer!
Luz, trespassa este nevoeiro!
- como outros anteriores -
Mostra como o teu brilhar é verdadeiro
e partilha comigo os teus primores!
Versos Declinados*...
Autor: F.G. on Thursday, 28 November 2013Versos Declinados*...
Autor: F.G. on Thursday, 28 November 2013Mágoas
Autor: josé João Murti... on Wednesday, 20 November 2013MÁGOAS
Podes sair, fugir, correr
Mas não te podes esconder
Por entre a minha sombra
Sempre difusa.
Rasgas o tempo onde te guardas
Nos silêncios do teu querer
Fazes pequenas construções no meu afeto
Prendes nos meus os teus olhos de musa.
Por entre a aleivosia do momento
Posso fingir que não quero ver
Injurias, cânticos, lamurias, feitiços de lua
Onde no rio do além danças nua.


