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Surrealista

Escala a naberius

O silêncio predominou novamente
O riso esmaece em seu semblante
A vontade não permaneceu
 
Tomado, estava, a vontade inferior
Sabedoria inferior
Vidas inferiores
 
Caminhou o trecho,
planejado e corajoso
Corajoso e tomado
 
Caminhou, não em vão
Aos gritos, sussurros
Liberdade e prosperidade
 

Largo dali

Passou mais um dia onde até de tempo são feitas as lendas
A mais um padeiro que de manhã faz notáveis merendas
Mais um dia ao lado do nada que fica no largo dali.
 
Nesse nada de largo com casas sem tormentas
O cuco falso do relógio dá na parede umas horas lentas
A mais um relojoeiro que perdeu um parafuso pois vive no largo dali.
 
Passou mais um dia ao lado do nada que fica no largo dali
Já sem espera, sem gosto e desgosto, sem queixume ou ardume

ALTURAS DO HOMEM

 

 

 

são as mãos de pelúcia

as mesmas que degolam

os pássaros

e fartam os nômades

de terra vermelha

por isso

basta-nos espreitar o fôlego

dos viajantes

para ascender à impassível

bandeira oscilante

erguida sem censura

espargida nas alturas

do homem

com uma vontade férrea

de se anelar aos cisnes

e, afoita

desvencilhar-se das carícias

da estrela vespertina

que se distraiu

e foi dormir junto ao portão

de todas as partidas 

MERIDIANOS DISTANTES

 

 

 

sabemos o que nos releva

somos algas

que nos permeia

e funda nossos terrenos

na orla dos pés...

 

construímos alturas

na borda do chão

como andantes

que obedecem

os meridianos distantes

 

ignoramos a vocação diária

do alvorecer

mas deciframos a matéria

em sua irremediável

e séria aparência

 

O EXPRESSO DE RETIRO IV(ÚLTIMA PARADA)

As trompas magnéticas à sombra de um estandarte nebuloso...
A patrulha do amor e a locomotiva do Seu Eliezer; segue se quiser!
Criaturas cintilantes, místicas e míticas que rompam junto a aurora... 
rompam as pupilas sonolentas abrindo-se num entresonho!

O EXPRESSO DE RETIRO 3(ULTRAPASSANDO DOS LIMITES)

Passa um trem...
À caminho de um céu disposto, proposto, mar de almirante adiante, horizonte e além!
Brenhas de rotas imaginárias em altas horas binárias em seu sentido oposto e perdido!
Pegam retas curvilíneas que dão bem no meio do 'não sei onde'!

CESTO DE GATOS TRAVESSOS

 

 

 

que seja assim...

e me perdoem os pecados

e os percalços

dessa abrupta ousadia

que até à onça assusta

 

o azul é do céu

-do mar: ilhéus

e me comprazo em mim

como ladrilhos

preenchendo a pele dos répteis

 

sou do tempo

como uma gôndola é de Veneza

mas quer reze, quer pleiteie

não me ocorre outro amor

sortido como um cesto

de gatos travessos

 

 

SOL ENTRE NUVENS DE COMPUTADOR

Emana do ser alguns versos embaralhados, jogados guardados íntimos e ínfimos e átimos, átomos, atmosfera diante a grandiosidade de um mar de rosas, 
que possam cantar um mar de rosas lá fora junto com um dia claro sem gigogas plantas carnívoras ameaças mutantes brutamontes 
que devoram a mim e qualquer outros

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