Surrealista
Lê ou morres
Autor: Duarte Almeida Jorge on Friday, 21 June 2024Acordei com desenhos de sangue no meu corpo,
Arranhões profundos, pele gélida, homem morto.
Corre para sobreviver, e vê como corres,
Cego que não quer ver, lê ou morres.
Angústia acumulada , sofrimento investido.
A música não me diz nada, vende-se ao ouvido.
Noite escura, calçada partida , onde quer que tu mores,
Serás sempre sem abrigo, portanto lê ou morres.
Tanto que queria tudo, que o tudo me deixou sem nada,
Amo-te tão profundo , mundo mudo sem palavra.
ENTENDA A SENDA
Autor: FERNANDO ANTÔNI... on Sunday, 12 May 2024
entenda a senda
quando tudo se tornar efêmero
despertando a venda
de todos sacrifícios
em sólidos degelos
(e se houver intento de desatar
todos os laços e meadas
que se anelem aos berços
complacentes
as imagens lívidas de gesso)
entenda a senda
se forem apenas fagulhas
de fogo estiado
se escoando nas águas e ventos
sem margens ou rumo
(e se o sereno converter-se
em dunas
-de íngremes fronteiras
MAR DISTANTE
Autor: DAN GUSTAVO on Friday, 2 February 2024PRISMA
Autor: FERNANDO ANTÔNI... on Saturday, 16 December 2023ALTOS DECÍBEIS
Autor: FERNANDO ANTÔNI... on Saturday, 11 November 2023INSTINTO
Autor: FERNANDO ANTÔNI... on Saturday, 4 November 2023ÁGUA
Autor: Espalhar a palavra on Thursday, 2 November 2023*
Tanta água tem caído
a maior parte dela perdida.
Passado que seja, o alarido,
com mentira vergonhosamente urdida.
-
A água irá escassear,
GUIAS INVULGARES
Autor: FERNANDO ANTÔNI... on Tuesday, 26 September 2023
o rosto se fixa no latifúndio
de sua fundura
resvala na entranha do poço
e retine o sino dos cães
calmamente observa o luar
e pleiteia o riso da lua
desfaz o sono do fogo
e adia o próximo lugar
para seus novos caminhos
vigia o orvalho
como se não houvessem sentinelas
como se os lustres fugissem
de seus sustentáculos
para nos nortear
feito guias
solenemente invulgares