Lê ou morres
Autor: Duarte Almeida Jorge on Friday, 21 June 2024Acordei com desenhos de sangue no meu corpo,
Arranhões profundos, pele gélida, homem morto.
Corre para sobreviver, e vê como corres,
Cego que não quer ver, lê ou morres.
Angústia acumulada , sofrimento investido.
A música não me diz nada, vende-se ao ouvido.
Noite escura, calçada partida , onde quer que tu mores,
Serás sempre sem abrigo, portanto lê ou morres.
Tanto que queria tudo, que o tudo me deixou sem nada,
Amo-te tão profundo , mundo mudo sem palavra.