Lê ou morres

Acordei com desenhos de sangue no meu corpo,

Arranhões profundos, pele gélida, homem morto.

Corre para sobreviver, e vê como corres,

Cego que não quer ver, lê ou morres.

 

Angústia acumulada , sofrimento investido.

A música não me diz nada, vende-se ao ouvido.

Noite escura, calçada partida , onde quer que tu mores,

Serás sempre sem abrigo, portanto lê ou morres.

 

Tanto que queria tudo, que o tudo me deixou sem nada,

Amo-te tão profundo , mundo mudo sem palavra.

Ó PORTUGAL Ó MAR SALGADO

Ó mar salgado do meu coração.
Vermelho, verde e amarelo de Portugal..! 
Lágrimas de saudade rezam ao céu.
Chora-se e ri-se neste país solarengo.
Amaldiçoamos os impostos, os corruptos! 
Abençoamos a bola, o futebol e até o campo.
Embalamos e cantamos o hino com paixão! 
A felicidade transbordava em cada jogada.
E em cada golo uma simples emoção!
É a magia do futebol que é contagiante. 
⁠Alegria do povo que se transforma em poesia!

Amigo

Irmãos que não suplementam
a irmandade de plantão
paz que não alcança
a satisfação pretendida
de oficial mesmo
a dor invencível

Falta pouco para o ranger dos dentes
informa o impávido colosso
o ar contaminado enche de desilusão
as expectativas neutralizadas
mas não perdidas do jovem moço

Maldade mesmo e a ausência
dos caninos de alguém com fome
verdadeiro irmão e o que não
abandona seu amigo
perversidade e a saudade
dos beijos do grande amor

pombos

Um casal como pombos fazem ruídos de amor

Perto da praça dos pneus há uma linda igreja

adornada de dogmas e bancos vazios

Nela os noivos fazem uma festa

a noiva chora nem a metade dos convidados foram

Chora e a comida estraga

Chora pela falta de apreço que não tem preço

Um poeta no meio dos convidados levanta a mão

E pede para recitar um poema de amor para os nubentes

ela aceita surpresa

O poeta fala uma linda canção

A noiva chora, já não se lembra dos convidados ausentes

O apresso não tem preço

reino dos homens

Reino dos Homens

 

 

Eras a fio a alma pálida contempla

sempre alguém que sofre

Falta de pão

Falta de amor verdadeiro

Falta um líder não ganancioso

Falta de um bom companheiro.

De longe um caminhão empoeirado

Desse dele um poeta que atira a esmo

Palavras que formam uma poeira amarela

Seu olhar vingativo é muito certeiro

Meu Deus eu já fui um bebe de pele macia

Agora atiro no tempo

esperamos que o cheiro da pólvora entre em nossas narinas

Pages