A escola Da Fazenda

Ha muito tempo fui embora daqui

Senti saudades voltei estou aqui

Não vejo nenhum sinal de você

Alguns amigos eu ainda encontrei

Por você eu perguntei

Nenhum deles soube me dizer

 

Caminhando pela fazenda

Vi a escola abandonada

Foi ali ao seu lado

Que aprendi ler as primeiras palavras

Nas provas para passar de ano

Alguma cola te passava

O nosso mundo era tão pequeno

Em pensamento eu ti amava

 

Na saída da escola

Na volta pra casa te acompanhava

No meio do caminho

NA CACUNDA DO LAGARTO

NA CACUNDA DO LAGARTO
Um lagarto relâmpago relampejo,
de cores e amores rastejantes,
que empoeirava caminho,
saracoteou na frente de Claudinho.
Claudinho esfoliador de letras encomendadas,
das laudas prontas como fabrica de salsichas,
nem pensou e num instante grudou lagarto
passante como passageiro errante.
Na Cacunda do Lagarto misturou o seu destino,
fundiram perna corpo intestino,
os rabos emendaram e inventavam no caminho.
Na Cacunda do Lagarto ia Claudinho,
feito vaqueiro na caatinga,

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