Partiu um pedaço de mim

Partiu um pedaço de mim

 

Pedaço que calou

Pedaço de mim que se foi

Tão gelado

Num dia tão frio e sombrio

Foi-se um pedaço da minha história

Da minha vida…

Que me ensinou um mundo de coisas bonitas

A minha alma desabou

Perdida

Entristecida

Tenho saudade…

Do pedaço de mim que partiu

Agora, comtemplo  a lua

Sei que esse pedaço de mim

Está algures no firmamento

Escondido entre uma multidão de estrelas

A lua espelha esse pedaço de mim

CERTEZA DO VIVER

A ilusão dos imortais

Morre no mesmo instante

Em que o tempo enterra ideais

Para guardar em seus anais

O destino cruel das horas mansas.

 

Herdeiros? Onde estamos?

Onde não estamos? A vida

É um sepulcro talhado, é vulto,

Mas quando a sombra aparece

Envolta em retalhos de luz

Tem-se a certeza de que se vive

E doce é o néctar desta sensação.

Deus Pai.

 

Sou a vida,

sou a morte, 

sou a tua sorte.

 

Sou o destino que te abençoa,

o amor que te acalenta,

a consciência que te amordaça,

vê se me entenda.

 

Sou a culpa que te atormenta,

que te acusa do pecado,

mas te salva do inesperado,

receba este meu recado.

 

Estou sempre ao seu lado,

mesmo sendo você predestinado,

a sempre ser meu filho amado.

 

Sou a vida, 

sou a morte,

sou a tua sorte.

 

 

 

Leandro Campos Alves.

 

2015.

 

Conheçam nosso trabalho em:

 

http://www.escritor-leandro-campos-alves.com/

AUTENTICAÇÃO

Eu me curvo diante deste imenso vazio,

Eu me turvo perante meu olhar arredio

Que me faz singrar hipóteses ao vento

E escalar o escuro sem ressentimento.

 

Eu me tosto pelo sol da manhã cinzenta,

Eu me enrosco onde a saudade se assenta

Dissertando a lápis na solidão que maltrata

O escape felino do beijo cítrico da mulata.

 

Eu me lavo das barbáries do sonho tímido

E me cravo os pregos que me deixam lívido

Sob o calor que apetece o brilho da estrela...

 

INCENSO

Agora cai a água das nuvens,

O solo árido é o cálice que a recebe,

A terra seca então se depura

E sementes alimentam a verve.

 

Bebe-se da umidade um aroma em flor

E em taça de cristal o mel da redenção

Que mitiga a sede e a sacia a fome

Dum mundo que sofre estiagem no coração.

 

No chão fulvo surgem os primeiros brotos

E no augúrio das mentes varre-se o lodo

Da infertilidade que sentenciou os campos...

 

Tempos novos... Há nas árvores o incenso

"EU e TU"

És tesctura da minha costa
És levez da sua atmosfera
És o seu aroma
És a sua abrasadora ferve
És dela e da minha suscetibilidade
És o meu sorriso ao estar lá

O que sou?
Sou casmurro nos comportamentos
Sou o que deveria ser
Só vinda a suposta reincarnação
Serei o que queria ser
Só espero até então morrer

Pages