COSMOVISÃO

Deixai-me ouvir a voz que sussurra em  minh’alma

E as cachoeiras que choram águas na natureza...

Prados e bosques sentem no frio dos ventos

A algazarra dos pássaros que cantam solitários

Melodias em que o crepúsculo convida a aurora

A bailar perante o rubro arrebol que desperta e morre...

 

Deixai-me escutar o mar que joga bravias ondas

Sobre as pedras insensíveis do pálido litoral

Que boceja suas ingratidões sobre tapetes de areia...

Tempestades de emoções inundam no calor das noites

Por ai

Por ai

 

Por ai sonhando sonhos improváveis, apaixonado por mulheres incríveis

Por ai bolando planos infalíveis para o futuro, e gostando mais de sexo

Por ai procurando túneis, quem sabe algum tenha luz no final

Por ai olhando a espectrografia das coisas inconstantes ao redor

Por ai desinteressando das coisas "politicamente" corretas

Por ai, sem querer, sem poder, sem ter nada que não esteja

Por ai

 

Charles Silva

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