Alexandra Calado "Jardim da minha alma"
Autor: Alexandra Calado on Tuesday, 2 September 2014Zumbidos
Autor: CharlesSilva on Tuesday, 2 September 2014Zumbidos
Há zumbidos na floresta, há vozes, há risos, há pássaros em revoada
Há seios desnudos, há alguém que se gosta, há flores, há frutos ao chão
Há homens, há bichos, há pegadas, há vento passeando por entre as pernas
Há um tempo tênue na floresta, há um dia límpido, há sombra das nuvens
Há moradores na floresta, a fauna e a flora moram lá, há criaturas lá
Há espíritos lá, embora tu só vejas o teu, há zumbidos lá
Charles Silva
Adormeço sob a sombra das palavras
Autor: carlos gaspar on Tuesday, 2 September 2014Adormeço sob a sombra das palavras
Fala-me nessas doces palavras
que nascem contigo pelas manhãs
fala-me dos campos , das searas ondulantes
beija-me com a tua aura fresca e ténue
embala-me em histórias férteis , plenas de virtude
Lírios , girassóis , rosas , violetas
pomares , cerejas , amoras , morangos , framboesas
Primaveras dóceis
odores , cores , cristais de orvalho
...adormeço sob a sombra das palavras...
Ebrio no quotidiano
Autor: carlos gaspar on Tuesday, 2 September 2014Ébrio no quotidiano
Eu não tenho poesia em mim
Ainda hoje , quando passeava o pensamento
Senti os olhos de um paraplégico , cravados em mim
Eram corroídos , doridos , vagos
Por um triste destino sem piedade !!!
( que pensaria quando me fitou ?! )
A esposa empurrava lentamente , a cadeira
Dos medos , dos receios e incertezas
Trazia na alma clínicas incapazes
E ecos de vozes sábias
Lançamento de Um Dia de Verdade em Lisboa
Autor: neooneeon on Tuesday, 2 September 2014Tantos Credos
Autor: Regina Santos M... on Tuesday, 2 September 2014Tantos credos se desenham ……
Amazónicas florestas tenebrosas ensombradas…. Cedem passagem curvando-se resignadas….
Perenes e gigantescas marés de luz incandescente nos vão cegando e ao mesmo tempo desbravam caminhos novos …
Vão sendo avistados ao longe em lentes microscópicas e precisas
Rochedos enormes de abismos às camadas transformam-se em partículas de pó purpura……..
Em medievais cómodas vão poisando silenciadas …
Digitais impressões de impunes crimes branqueados….
Maternidade
Autor: Regina Santos M... on Monday, 1 September 2014Infindáveis constelações de Amor…tão imenso …tão forte coeso e belo…
Como um coração talhado em branco mármore que emanando calor vai flutuando num ventre fecundado em lunar e luminoso liquido amniótico
Fortes coloridos de afeição e estima em forma de moldado e nuclear coração
Tanto bem querer fermentado em entranhas de carácter bravura e coragem
Tingem a florescente energia enraizada em fértil geração de ventre cristalino
Um celestial aroma de mil pétalas de rosa vão sendo colhidas sem serem tocadas, em cândidos jardins por virgens semeadas…..
A REVOLTA DE NINGUÉM
Autor: Jorge Manuel Ramos on Monday, 1 September 2014
Hoje não me apetece ser poeta,
Não me apetece escrever palavras bonitas
Bem casadas, pensadas,
Nem me apetece imaginar coisas belas
Nem colorir a vida de pensamentos loucos
Quero apenas ser eu ou melhor ser tu
Que caminhas por aí errante
Sem querer escravizar a esferográfica
De assassinar o papel ou maltratar
Um compêndio ou uma gramática
Não me apetece ler ouvir, olhar o horizonte
Tenho sede e vou apenas beber a uma fonte,
Não procuro a inspiração
Zanguei-me com a imaginação
Outro sentido
Autor: Mónica Silva on Monday, 1 September 2014Deixa-me deitar no teu peito
Escutar palavras que me deixam sem jeito
O teu abraço é tão quente
Teu amor é fogo ardente
Sentimento o meu que não sei explicar
Fazes o meu mundo parar
Tudo ganha outro sentido
Tudo o que é feio fica bonito




