Maternidade

Infindáveis constelações de Amor…tão imenso …tão forte coeso e belo…

Como um coração talhado em branco mármore que emanando calor vai flutuando num ventre fecundado em lunar e luminoso liquido amniótico

Fortes coloridos de afeição e estima em forma de moldado e nuclear coração

Tanto bem querer fermentado em entranhas de carácter bravura e coragem

Tingem a florescente energia enraizada em fértil geração de ventre cristalino

Um celestial aroma de mil pétalas de rosa vão sendo colhidas sem serem tocadas, em cândidos jardins por virgens semeadas…..

A REVOLTA DE NINGUÉM

 

Hoje não me apetece ser poeta,

Não me apetece escrever palavras bonitas

Bem casadas, pensadas,

Nem me apetece imaginar coisas belas

Nem colorir a vida de pensamentos loucos

Quero apenas ser eu ou melhor ser tu

Que caminhas por aí errante

Sem querer escravizar a esferográfica

De assassinar o papel ou maltratar

Um compêndio ou uma gramática

Não me apetece ler ouvir, olhar o horizonte

Tenho sede e vou apenas beber a uma fonte,

Não procuro a inspiração

Zanguei-me com a imaginação

Belos Vestidos

Belos vestidos brancos bordados

Em altos varais soalheiros e arejados

Por mãos de amor perfume pendurados

Ternos abraços de aconchegante embalo

Maternais colos de ternurento ninar

Infindável doçura aproxima-se

Ao longe livres e belas aves em bandos melodiosos

Pinturas em espiral voam em altas montanhas de verdes prados

Vastos olhares alcançam livres e belas planícies de dourada luz fecundadas….

Leveza macia elegância de algodão….

Lindos leques vão abanando em brisa de fresco amanhecer…..

Poema da Pena

Corre devagar a minha pena molhada em tantos tinteiros....

Tantas manchas ilegíveis ....

Tantos borrões que mortos se erguem agora

Pegadas míopes de uma caminhada longa e escura com alguns flaches de uma musica nunca tocada

Tantas vezes ouvidas numa talentosa vibrante orquestra desmembrada .....

Tantos maestros gesticulam num ritmo quase infernal quase desesperado......

Ouve-se ao longe o ribombar de gente calada

Séculos de revolta desorganizada quase imperceptível que ninguém comanda ...

Poema aos sábados

Gosto de sábados assim…. sem novidades de atormentados odores de novos perfumes…..

Belos jardins de calorosas abraços de fechados braços mudos e silenciados

…..Pensamentos ás mãos cheias surgem de um quase nada instantâneo e repleto canto de sereias…..

Solidões de prazer semi frio servido em terrinas fumegantes em forma de concha ladeada de pérolas verdadeiras…….

convites envoltos em dúvida vagueiam em ondas sonoras de viagens sonhadas ….

Como quem assiste a tantos nadas de rara beleza ….

Cai Noite

Suaves raios de sol despedem-se do dia….

Tranquila a noite vem se aproximando…

Sem surpresas toma o seu lugar….

Um imenso céu semeado de brilhantes estrelas.....faz lembrar flores de luz doce de puro resplendor….

Bem vinda seja a inspiradora oportunidade poética de pensares adormecidos….

.Amanhecem novas madrugadas em esperas adiadas…..

Banhos de puro orvalho refrescante tonificam inquietos olhares panorâmicos em sonhos privilegiados …

Suave agradável pausada aragem segreda ao ouvido palavras tão belas de musical significado….

A Côr da Amizade

 

Belas recordações em graciosa simetria harmoniosa

Como quem lança chuva bondosa de pureza abundante...

Mergulhadas em açudes de corrente florida Vegetações de alegria variada revestem janelas e beirais em sorrisos de vento em rajada

Bebe-se água em fontes de nascente de altas montanhas que tocam céus de inspiração

Serena esperança por entre floresta densa vai entrando em raios de sol quente

Silênciosos odores de paz Andorinhas de vôos soalheiros fazem seus ninhos de inocência

Noite Misteriosa

Noite Misteriosa

Aroma subtil de secreta escuridão

simples Profunda límpida perfeita

Reconhecida clareza de entendimento

É luminosa a nítida penumbra

Belos Círculos multicolores

Cascatas de abundante desordem

Envolvem misturas em regras ordenadas

Surgem na penumbra Fortes clarões

Lâmpadas acesas cegam olhares de nitidez

enganosa

São agora trevas de perturbante resplendor

Clarão de luz radiante invade meu ser

Ao Longe aproximam-se milénios de lucidez

Cordas do coração

Cordas do coração
 
Ficou-se apenas aquele tempo
imenso e manso na doçura dos olhos teus
guardo comigo somente a impressão
formal daquele entusiasmo feroz
quando nos apaixonámos
sem orgulhos feridos
apenas o comprometimento
da nossa alma vaga enamorada
confidente
resistindo aprimorada
aos beijos castos que te dei
FC

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