Quietude

Quietude
 
No poder transitório
do que resta nesta juventude
apelo à tua latitude fiel 
concêntrica e soberana
bebendo na quietude do céu
a longitude pletórica
no sincronismo das palavras
nunca ditas
esvoaçando daqui
até além onde rogamos
à fé 
toda a amplitude
cheia de virtude
casta e serena
que nunca se ilude
porém ainda que se escude

Relevos do Tempo

Relevos do tempo...
 
Falarei apenas 
o que tiver pra falar
contarei minha simples história
alegre ou triste na vanglória
de tantas tranjectórias
assumidas
abrigatórias eu sei
repletas de memórias
debaixo de uma lei
sem acidentes ou contracurvas
rectas indeléveis 
sentidos únicos
perdidas no relevo do tempo
esquecidas no ventre montanhoso
em que me acudo e embargo

Como no primeiro dia

Bebendo na quietude 
nas águas celestiais
assombramos a longitude pletórica
no sincronismo das palavras
nunca ditas
esvoaçando daqui
até além onde rogamos
à fé, tal como no primeiro dia
toda a amplitude
cheia de virtude
casta e serena
que nunca se ilude
porém ainda que se escude
singela ou rude
é-me fiel e cheia de magnitude
tal como no primeiro dia...
FC

saudade

na esperança de te avistar
nos meus olhos vejo saudade
longe de te sentir e ver
minha alma sente o mar
perco a minha realidade
e meu pensamento é o teu ser..

nos braços de um puro olhar
amor é uma amizade
que nos faz por dentro arder
e se esquece de sonhar
dentro de uma fútil liberdade
que te faz dentro do meu ser
amar de verdade

Na quietude de minha Aldeia

Na quietude de minha Aldeia

 

 

 

 

Na quietude de minha aldeia

Vou esperar pelo raiar do dia

Antes do amanhecer...vou acordar

Os pássaros me encantarão com suas melodias

Aldeia de granito adormecida

Esperarei ver o voo do Açor

Gracioso e imponente

O pastor acordou ....e o rebanho espera ansioso

Saindo pelos campos, pela frescura da manhã

Em busca da fonte... vai uma senhora de luto ...

De cântaro á cabeça

Água fresca que saciará minha sede

 

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