À distância
Autor: Ian Castilhos on Monday, 18 August 2014Hoje sou distância, sou saudade do que não vejo
Hoje sou distância, sou saudade do que não vejo
CONTAINER QUEBRADO
Fogos de artifício invisíveis estouram ao meu lado
Supernovas explodindo na parte de dentro
Estrelas se colidem com minhas sensações
Não, não quero me conter
Supostas derrotas e vitórias verdadeiras
O equilíbrio da balança pelo desequilíbrio do momento
Viajo por galáxias de memórias passadas e futuras
E o sempre/agora vence mais uma vez
Não, não quero me conter!
Escuta! Em nossa alcova da voz o romper
- é o silêncio plácido de quem vai morrer –
A desertar teus lábios num momento apenas;
Escuta! O céu lá fora as tranças desatando,
Em nosso frio telhado o vento tropeçando,
Trovões monstruosos devorando as avenas!
É bom teu seio ouvir durante a tempestade
E crer que serás sempre a minha majestade,
Quando cavalga o raio na nuvem escura.
Eu vejo em teu olhar os prantos luminosos,
A tua alma arder como os sonhos voluptuosos,
Quando num suspirar te falo de ventura.
Paz ?
Em algum lugar deve haver alguma paz
Como a tranquilidade de um barco ancorado
Como uma brisa leve que sopre suas velas sem amarras
Deve haver um mar calmo como a serenidade do entardecer
Quem sabe haja pássaros a cantar em revoada, libertos no ar
Onde estará a paz que precisamos?
O nosso mundo não amanhece mais em paz
O nosso mundo não anoitece mais em paz
Nem os humanos, nem os animais
Charles Silva