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Autor: ronilda davidlo... on Sunday, 3 August 2014
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... E contrariando toda a estatística
escapou furtivamente,esperou paciente
e venceu!
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... E contrariando toda a estatística
escapou furtivamente,esperou paciente
e venceu!
Há um Povo
Há um povo silencioso que não faz barulho pra não incomodar os barulhentos capitalistas. Pois os barulhentos capitalistas fazem guerra com qualquer povo que faça barulho. Pois fazer barulho é a natureza dos capitalistas sociopatas, desconectados da natureza que os cerca, e da própria natureza do homem. E no silêncio da floresta, há um povo. Silencioso sim, mas há um povo.
Charles Silva
Um poeta não fala de amor, fala do vento.
Não fala de dor, fala da chuva.
Não fala do medo, fala do frio.
Um poeta não fala.
Respira, sussurra...
Um poeta não tem alegria, não chora.
Um poeta não sente depressão, não sente.
Um poeta não fala a verdade, não mente.
Um poeta não fala...
Um poeta não tem palavras, tem gestos.
Não tem história, tem contos.
Não tem vírgulas, tem pontos.
Não pergunta, exclama.
Não lê, declama...
Um poeta não declara, supõe.
SOLTA AS TUAS LÁGRIMAS
Uma lágrima de dor
Solta-se e rola na face...
De efémero esplendor,
Morre no instante em que nasce.
A lágrima espelha amor
Mesmo que usada em disfarce...
O sentimento é a cor
Com que o homem quer pintar-se.
O pranto consome o ser
E lições há que aprender:
Alma e corpo vão às aulas.
Para a vida ser um feito,
Lágrimas presas no peito,
Jamais!... Há que libertá-las!
20/04/2008, Henricabilio
Quando falta a inspiração
Para um poema compor
Resta a árdua solução
De versar com o suor.
Unir a imaginação
A um metódico labor
Para tecer a canção.
O poema é trabalhado
De modo racional
Se não é poema inspirado
Falta a magia natural.
Embora metrificado
O verso é superficial
Leitor não fica encantado.
Neste difícil momento
Poeta deve recorrer
Ao próprio pensamento
Para ter algo a escrever.
E assim atingir o intento
Fartei-me de nada poder fazer
de nada te poder dizer
fartei-me de sentir
sem poder agir
Dançar na Chuva
A felicidade em primeira instância requer duas coisas:
Uma delas é lançar-se liberto e completamente
A outra é reconhecer-se nas coisas simples
Como a atitude de dançar na chuva
Quando a chuva vem
Fui para os bosques viver de livre vontade para sugar todo o tutano da vida, para aniquilar tudo o que não era vida... E para quando morrer, não descobrir que não vivi.