silencio de uma brisa

Sem pressentir ...vieste silenciosa

Sussurraste para sentir a brisa quente

Que senti no rosto ... enrugado e dorido

Brisa quente que senti nos lábios e saboreei

Melodias ecoavam suavemente entre as folhas do plátano

Plátano centenário onde baloicei,  e adormeci á sombra

Sombra onde esperei ...por ti ...até um dia chegares

Silenciosa ... e apaixonante

Trazias no âmago ...mágoas que partilhaste

Mulher de ninguém ... viuva de um amor incondicional

Não sei se dizias o que eu queria ouvir

Plantando Sonhos

Plantando Sonhos

 

Eu plantava sonhos, mas ervas daninhas surgiram no meu plantio
Tangerineiras e jatobás me serviam sombras frescas
Era tempo de plantar sonhos em todo o meu pomar
Como é da natureza da planta crescer e virar árvore
Sonhos crescidos não se sustentam sem raízes fortes
Enquanto plantava sonhos, escrevia versos loucos
Cada verso louco servia um sonho audacioso
Louco era ver brotar sonhos loucos no meu teclado

Reflexo

O amor próprio                                                                                                                                 Vem do que sentimos por nós mesmos,                                                                                      Se temos orgulho do que vemos no espelho.                                                                              É uma coisa que temos que adotar

Jardim da minha Terra

Jardim da minha Terra

Minha Querida Terra do Mar,

Vila piscatória,

Outrora foste Palco de Glória,

Do povo romano.

À beira-mar plantada,

Por muitos és regalada,

Pela tua maravilhosa água salgada,

E areia dourada.

 

Prodígio da Natureza,

O tempo não levou a tua firmeza,

Belas arribas rochosas,

Te descrevem com certeza.

“Caboeire”,

Do passado e do presente,

Vingaste a tua forma,

Rainha Algarvia,

Certamente.

 

O teu tamanho

MINHA LIBERDADE

Eu durmo e vivo ao sol como um cigano,
Vagueio nessas ruas sempre ao léu,
Sou como a andorinha peregrina,
Que voa livremente pelo céu!

E deito-me risonho em qualquer sombra,
Fumando meu cigarro vaporoso,
Da liberdade que apavora os homens,
Eu sei que sou o dedicado esposo!

Sou amigo das flores, c`os perfumes
Da primavera banho-me. Encantado
Nas noites de verão namoro estrelas,
E a moça que me espia do sobrado!

Este tempo

No cimo da montanha do bem estar
o cavalo alado solta um olhar de distancia
no vale a manada sente-se segura
sob o cinza aguardado do luar.
De vez em quando o vulto tapa o sol
posiciona-se no pódio da concorrencia
e a gralha agita-se na rocha perto do ninho
sob as petalas caídas do girassol.
Os ventos frios sobem à boleia da escuridão!
subito arrepio de anseio no desembarque
partilha dos sofredores em silencio.
As patas agitadas produzem os sons do medo
em harmonia espezinham as almas do chão.

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