Sinceridade na verdade
Autor: Inês Duarte on Tuesday, 8 July 2014Nunca nada foi permanente nesta vida de instâncias.
Nunca nada foi permanente nesta vida de instâncias.
11 do três,
eu senti-te pela primeira vez.
- a tua afilhada, que princesa vês?
OFF
Mas aquela paixão foi tão quente, mas tão quente, que quando esfriou virou escândalo. Mas é isso, amor que é bom dói, paixão quando é boa arde.
Charles Silva
A esperança lá fora
É tempo de olhar a esperança lá fora, é só ir pra rua. Observe silenciosamente, você a verá. Sim, ela está lá. Mas a esperança lá fora não é silenciosa. Mas em silêncio você a verá. É tempo de olhar a esperança lá fora.
Charles Silva
Hoje acordei, sem saber o que fazer.
Peguei numa caneta, comecei a escrever.
Senti que a minha vida estava fora de mim.
O que farei eu com a saudade que trago?
- Envio-te.
Peguei na saudade e coloquei-a numa caixa tão funda como profunda é a minha dor.
Lá dentro larguei as memórias, as lembranças.
Que malditas lembranças!
Embrulhei em lágrimas tudo o que podia.
Mas eu nada podia.
Nunca pude.
Porque eu nunca te tive.
E a saudade?
Ela ficou.
Desfez-se com o tempo o embrulho perfeito que nunca chegou a ser nada.
Apenas memórias,
Lembranças esquecidas por ti.
Saudade que trago dentro de mim.
Oh, setembro,
como te escapas
e eu ainda me lembro
do encanto de todas as capas.
Oh, tempo,
como passaste a correr.
Eu olho para dentro
e dou por mim a crescer.
Cresço, mas não em tamanho.
Deixo que as experiências me lavem o corpo
e, depois desse banho,
sou outro.
Crescido,
ainda que com alma de criança;
Falecido, amolecido, esquecido!
Uma triste lembrança...