PERDÃO

PERDÃO


"" Desci o singular caminho
Auspicioso cambalear de idéias
Na mente opaca e necessitada
Não era uma estrada, uma condição.


Verti do mais fundo da alma
O âmago capaz de simplificar a história
Rompendo em gloria, pesar.

Vagas lembranças decerto irão ficar
Mas sem a dores da mente

ritual

Naquela tarde segui, embriagado, rumo ao esquecimento. E esqueci-me do mundo lá fora. O ruído era intenso. O medo era grande. Mas o meu mundo privado parou, por uns momentos, no mesmo lugar, naquele lugar onde, um dia, resolvi seguir os rituais da natureza...
 

Não

NÂO

 



"" Não estava só
Pude sentir o vento,
E sua amiga missão
Autêntico companheiro de solidão...
.
Nem estava triste
Embora de ti sentisse
Uma ausência perversa
Uma falta de causar dor...

.
Mas nem era eu
Eram só meus pensamentos
Que se entregaram por alguns momentos
A uma estranha sensação de amor...""
 

 

Desnascer

Como me cansa o cansaço
de estar cansado apenas;
Este abraço que te aperta
e não quer que gemas.

O mundo está perdido,
gemebundo e desiludido;
está afectado
pelo bom grado profundo
daqueles que se deixam afectar por tudo.
Afeta-me o sono das sociedades
e deixo-me, como eles, dormitar...
Estou ciente, mas demasiado cansado
para me fazer presente
e influenciar.

Deixo que me influenciem;
não sou mais que ninguém,
neste nada em que todos são um tudo mais que alguém.

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