Tu
Autor: António Cardoso on Tuesday, 27 May 2014No céu, tão azul, vejo o teu olhar,
Na areia o teu cabelo dourado.
Não consigo parar de pensar,
No céu, tão azul, vejo o teu olhar,
Na areia o teu cabelo dourado.
Não consigo parar de pensar,
Bosque
saturado de folhas,
flores, raízes
e muitos sabores.
Tudo isso
vem do veio da terra...
Mas logo
surgem vícios,
loucos hospícios,
amores contidos, perdidos,
por conta de traumas vividos,
sem vislumbrar cura...
Peitos tocados,
seios sugados,
rumo da morte em vida
que invade a vida...
Mundos jogados
nos frios, calores,
festas de selva e pedra,
com todas as dores,
sorrisos e amores...
Tenho que ficar,
não há outro mundo
a se mostrar ...
Para pensar...
Ressurgir é um renascer diario.
FRAGMENTOS - ALQUIMIA - IV
Alopatia da cura, nos segredos do universo.
Transgride o tempo da harmonia,
aos astros me exponho,
na alucinante viagem do verso.
Rasgam-se as estrelas, faz-se dia,
meus fragmentos de sonho,
varrem-se nas memórias,
apagando a chama.
Na palavra se segrega a voz,
do lamento da tua queixa,
selando de mármore e fogo
os elos da ignomínia de quem ama,
perpetuando no infinito o jogo,
que tudo almeja e nada deixa.
FRAGMENTOS - ALQUIMIA - II
Batem asas de anjos nos meus ouvidos,
sinto na minha pele
o aroma do teu perfume.
Sinto na minha,
a tua boca rosa de lume,
estrebuchando a alma,
despertando os sentidos.
Transformo os sonhos
de tormentos e dor,
reinvento-te por entre o tempo perdido,
apagando o fogo,
em lagrimas de amor,
moldando o meu desejo ao imaginário
dou-te a forma do caminho percorrido.