Á ESPERA DA COPA

O pensamento do torcedor,
Que espera ver a copa com o seu brilho esplendor.
Mais do que uma efêmera partida,
Toda seleção tem a sua torcida.
Nessa paixão pelo futebol,
De ver a bola rolar em um lugar ao sol.

Nessa história reconhecida,
Numa trajetória de muitas vidas.
Como se vê o futebol tem sua fama,
De jogar nesse campo nessa grama.
Onde todo mundo tem sua grana,
De um momento único que emana.

BRASIL DE UMA NOVA CARA

No comando de Felipão,
O Brasil mostra a cara da seleção.
Para o mundial,
De um país nacional.
Que recebe a copa do mundo,
De um futebol que vai a fundo.
De um Brasil que aposta,
No toque de bola.
No sabor do guaraná,
Que sempre rola.

Um Brasil que demonstra ter,
Opções ofensivas no seu decorrer.
E na força de sua marcação,
O Brasil tem o seu meio de campo,
Em evolução.
Mostrando sua capacidade de buscar,
O gol pra uma galera em ansiedade vibrar.

ÊXTASE

            ÊXTASE

 

Fui longe , ao caminhar naquele dia...

Morava a quietude onde cheguei !

Só o murmúrio da água se ouvia,

Corria sob a ponte que encontrei.

 

Intïma natureza se me abria !

Esmaeci ! Embeveci ! Voei !

Entreguei-me à mística, à fantasia !

Embriaguei-me de belo... Me enlevei !

 

Nessa contemplação, senti-me em graça !

O eco do amor encheu meu peito.

Desejei um futuro sem defeito.

 

É nessa doce paz  que Deus me abraça !

Teus lábios é fruto proibido

"Teus lábios é fruto proibido"
No fogo dos teus lábios nunca se vai quebrar um momento delicioso,
nem toque da campainha nem as palavras nos vai incomodar sequer um pouco,
a chama do teu coração que aquece meu corpo bem junto ao teu,
momentos de sedução numa transparente alma de desejo que ardeu.

Fruto proibido que te atreves a tocar e despertar,
aquela vontade de amar e te deixares levar,
por aquele sonho que te deixa a suspirar sem fôlego,
nesse desassossego da noite num sorriso bem junto ao teu encosto.

Tumulto

Vejo pontes, portos, paredes, estradas;

Um ponto. – Quero chegar lá.

Uma vírgula. – Estou aqui.

Cansei! Vou subir, elevar…

 

Vejo cordas, escadas, roldanas

Para içar, lançar

Sou flecha

Teso o arco, disparo

Uma bala…

Docinha!

 

Vejo moça, menina, mulher.

Sou homem!

Sou da vida,

Sou da lida,

Labuta, batalha, tarefa.

 

Desperto. Esperto, malandro…

Trafico amor,

Lavo o dinheiro com a lágrima da dor.

Bandido! Ladrão!

Pega! Pega!

Dois Pontos

Dois pontos.

É o que basta para o equilíbrio:

Entre o apoio e o lançamento,

Entre a voz e o pensamento;

Entre a mente e a mão,

Entre a loucura e a solução;

 

Dois pontos.

É o que basta para a harmonia:

Da imagem na tela,

Da música na orquestra;

Da água na nascente,

Do Sol no poente;

 

Dois pontos.

É o que basta na divisão:

Nos ponteiros do relógio,

No movimento e no ócio;

Entre o que eu posso e o que eu quero,

Entre o que eu faço e o que eu espero;

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