A(u)to de Fé...

Um mundo podia ver-nos,
que ainda assim não entenderia,
este amor que nos condena os corpos,
e faz a vida virar poesia...
Não quero se quer defender-me,
deste crime que cometemos,
mais vale viver amando,
do que sem amor nós morrermos...

Que nos queimem em praça publica,
que mesmo assim te vou amar,
porque só nas chamas do teu corpo,
eu me sentirei  a queimar...
Não sei se é bruxedo ou não,
esta paixão que te tenho,
mas alegra-se-me o coração,
cada vez que em mim te desenho...

Justo

Justo

O inocente sente-se destruído mas nunca vencido.
Falta de coerência e sensatez é não saber julgar, não saber-se quem é e mesmo assim insistir no julgamento alheio.
Lutem contra ventos enquanto eu vou numa corrida aos céus.

Mar

Grande, frio e agitado
Solto de um dia cansado
Solta agora as suas origens
Vindas do mais profundo oceano

Cheiro a maresia
Que bela madrugada eu diría
Por certeza e não atrevimento
De um aconchego momento

Mar que vais destruíndo barreiras
És único, meu mar português!

Origens

O teu rosto radiante transborda a felicidade dos que te cuidam, a generosidade dos que acreditam, a esperança dos que te encaminham.
Deixa de lado sempre os que nunca te auxiliaram em saciar a sede nem com as lágrimas que caiam impiedosamente.
És fruto, és ser, assume toda a importância acima de qualquer um que se julgue extremamente bom, na vulgaridade da própria importância.
A bondade parte de uma mão dada num caminho repleto de pedras e buracos onde os pés descalços conhecem e magoam. A minha bondade és somente tu prodígio da natureza.

Banho de Rio

Banho de Rio

 

Água da chuva intensa molha a pele e os pensamentos. Banhos de chuva torrenciais lavam o corpo e inundam a alma. Toxinas do corpo vão-se, misturam-se junto ao suor que a água da chuva leva ao chão. O espírito resfria-se do calor natural do corpo, e por assim dizer, acalma-se confortavelmente. Como num banho de rio, num dia frio.

 

Charles Silva

Abandono I

Sou o abandono, ode antiga
Sons que devoraram o meu lugar
Luzes que abarcaram uma cantiga
Porto naufragado sem ter mar.

Perdi o sorriso solto ao vento
Silêncio da voz que não chorei
Perdido no chão do meu tormento
Roda de emoção na qual me dei.

Voraz instante de abandono
Tua voz relembra o meu lamento
Leio-me em dúvidas que entono
Descanso no vão do pensamento.

Diálogos do Éden ( parte VIII)

Diálogos do Éden ( parte VIII)

 

Eu ser Tu. Eros é a Alegria mais íngreme desaguando em In-finito...

viver para AmarTe...

O amor emerge como grãos de mostarda.

Minha amante de argila,

beijo te muito.

Tuas palavras penetram o fundo de mim,

sou argila em combustão e em falta de ti

cuspo em sílabas todo o fogo

que afasta as artérias e rompe as veias.

A Ideia de Infinito-em-nós é a energia

oceânica da nudez absoluta: seremos espuma de Alpha a Ómega.

Diálogos do Éden ( parte VIII)

Diálogos do Éden ( parte VIII)

 

Eu ser Tu. Eros é a Alegria mais íngreme desaguando em In-finito...

viver para AmarTe...

O amor emerge como grãos de mostarda.

Minha amante de argila,

beijo te muito.

Tuas palavras penetram o fundo de mim,

sou argila em combustão e em falta de ti

cuspo em sílabas todo o fogo

que afasta as artérias e rompe as veias.

A Ideia de Infinito-em-nós é a energia

oceânica da nudez absoluta: seremos espuma de Alpha a Ómega.

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