Fragilidade
Autor: Gila Moreira on Friday, 11 October 2013Fragilidade
Pela calçada do Sol o vento arde
no caminho dos meus olhos frágeis de ti.
Dias, noites, tardes e entardeceres
São solitários de mim.
Recolho –me em busca
da água,
do ar,
do fogo e de nada.
Fragilidade que dita e apaga
a sombra do vazio.
Sou o silêncio em terra deserta de mim.
Ventos do Oeste movem-se
em campos de trigo seco,
reflexos do Sol em teu Céu.
Teus beijos frágeis elevam o meu corpo
sobre promessas passageiras.







