Safada….

Safada….

E sobre o feitiço da lua

fico atrevida, safada, safadinha

fico tudo e saio da linha.

Cometo todos os delírios,

quero,

amar,

beijar,

sorver-te,

tatuar-me em teu corpo de

homem safado, que dança comigo

no leito do amor,

no jardim do esplendor.

Afoga –me em teus braços,

reboliça em meu espaço,

desnuda em teu prado,

ansiosa por te amar,

viro oferecida enquanto exploras

meus vales, meus becos,

 e minhas entranhas, entre pelos

Para ti,

Para ti,

Espero-te em mim no amanhecer de pele nua,

são momentos que eu não chamo,

são presentes esquecidos que soluçam dentro

do meu corpo febril.

Como gosto de te sentir assim.

Não há razões para reclamar o teu chamamento,

saudades do teu toque e

no sossego das correrias alinhavas Tanto em Tanto e

tão melodiosa poesia.

Hoje só posso recordar e

na recordação projeto o

aguçar do apetite, de que

és o meu desejo em teu prazer.

A vida é feita de pequenos momentos

SAUSSURE, Ferdinand - Filósofos Modernos e Contemporâneos

SAUSSURE, FERDINAND

1857 – 1913

O Significado e o Significante

“Na vida dos indivíduos e da sociedade, a linguagem é um fator de importância maior do que qualquer outro”.

“Toda mensagem é composta por Signos”, ROMAN JAKOBSON.

Notas biográficas

Corpo – Homem

 

 Corpo – Homem

Despido do salivar da minha língua,

teu corpo-homem arde em fogo nas cinzas

do olhar  solto de prazer.

No topo do tronco flutuam letras de cabelos brancos,

que marcam a vivência física.

Olhos fundidos no manto verde dos campos,

cercados por cercas escuras da noite,

Inebriam meus-  teus lábios dormentes,

não…, sim…, respirar teu hálito,

prender tua língua na minha,

perder-me no alfabeto do Corpo-Homem.

Escorre pelo meu rosto caricias, carinhos

De Uma Vez

Estou cansado dessa felicidade diluída,
desses sorrisos em conta gotas.
Não aguento mais a amargura da vida,
essa música sem tempo nem notas.
 
Eu quero a vida de uma vez,
como se tira um band aid.
Se for pra doer, que doa uma vez,
se for pra prazer, que me deleite.
 
Quero viver com vontade, não descer pelo ralo,
quero cantar no meio da rua...
Quero sair com os amigos e beber do gargalo,

Outono

Tapetes de folhas caídas
Na floresta densa de tantas vidas
As árvores dançam com o vento
O Universo canta com alento…
O sonho tem o perfume de rosas
Quando o chuva caí sobre pedras preciosas!
Outono, pintado de nostalgia
Num quadro cheio de magia
Pássaros cantando nos ninhos
Percorrendo do êxtase os caminhos
Arbustos entrelaçados como amantes
Beijando-se em eternos instantes
Noites inteiras até ao raiar da aurora
Ah,... tão bom como doce de amora!
Assim é este Outono em Outubro

O Ato

O Ato

Sorvo –te na mente do pecado carnal ,

possante em fogo de chamas ardente

pressiono vaginalmente as paredes do útero

e incendeio o tesão .

Deposita o teu corpo em ardor  e exsudado no meu

regaço e dança a dança do prazer,

mitiga os meus desejos  nos teus lábios suculentos,

abocanha-me os mamilos,

toma-me por inteira,

sacia o corpo em doce ínclita e sedosa pele,

converte-me nesse amor grávido,

 nessa alma inquieta,

caldeia todas as emoções, desnuda o prazer,

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