bendito verso

vives a vida toda num só dia
e todo o sexo em uma noite
bem sabes o quanto queria
quando pedes que me afoite
 
suplicas-me a total entrega
insensibilidade de sentir dor
irradias a luz que me cega
e que me dá todo o teu amor
 
na ausência de qualquer nexo
justificas-te com olhar atrevido
de quem sabe recriar o sexo
e de nunca o haver esquecido
 
revolves-me com ansiedade
desprendendo ternas carícias
contas-me a dor da saudade

Sem ti Não existo!

Sem ti
não grito ...
não choro ...
não canto ...
não penso ...
não sinto dor ...
não sinto frio ...
não olho a rua ...
não adormeço ...
não sei sonhar ...
não sinto raiva ...
não sinto fome ...
não consigo rir ...
não quero amar ...
não gosto de sol ...
não procuro nada ...
não quero carinho ...
não olho as plantas ...
não olho as estrelas ...
não sei o que é guerra ...
não preciso de amigos ...
não vejo a alegria nos rostos ...

uma força desmedida

uma força desmedida
na procura da energia
como se essa investida
te recupere a alegria
 
uma firme vontade
de tudo desvendar
e obter a metade
pra te completar
 
muito orgulho ferido
do amor que se anseia
quase sempre tolhido
na onda que revolteia
 
maré que vai e vem
ordenada no luar
vertida nesse bem
que tens no olhar
 

uma estreita rua sem fim ...

uma estreita rua sem fim
um rio que não tem foz
a torrente que em mim
emudece a minha voz
 
soluços entrecortados
olhares sem horizonte
nos corpos esvaziados
que atravessam a ponte
 
e no outro lado nada
nem mesmo esperança
para sempre negada
de uma querida aliança
 
inúteis estas procuras
em que teimo e repito
por todas as loucuras
deste insano espírito
 

... tal é o poder desse escudo querido.

vivo numa montanha de cristal
altaneira e muito próxima do céu
aqui não se tolera nenhum mal
e o bem está coberto por um véu
que o protege e o torna imortal
 
daqui tudo se avista bem claro
as pessoas, as fomes, as invejas
realidade terrena com que deparo
e ao ver essas batalhas e pelejas
abençoo e bendigo meu amparo
 
sem ele, a existência perde sentido
as exaltações tornam-se medrosas
o silêncio etéreo sucumbe ao ruído

SER

UM POEMA, UMA QUADRA ZEN
SOU HUMILHADA, EXALTADA...
UMA PESSOA, UM ANIMAL,
UM LIVRO, UMA PEN !...
.
QUANDO NADA SOMOS
TEMOS É QUANDO NENHUM SER
MAL  ALGUM NOS PODE FAZER,
É QUANDO REALENTE TEMOS, SOMOS.
 .
TRISTEZA NÃO É TANTO MORRER
COMO MAL VIVER! COMER
ANIMAIS E VIDA MATAR
BEM NÃO PODE TERMINAR.
.
 
 

 

 

 

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