a flor austera
Autor: António Tê Santos on Tuesday, 27 March 2018os regatos da solidão têm o espinhoso encargo de retinir um esmerado idealismo que fragmente a brutalidade abrangente.
os regatos da solidão têm o espinhoso encargo de retinir um esmerado idealismo que fragmente a brutalidade abrangente.
Sem ti
não grito ...
não choro ...
não canto ...
não penso ...
não sinto dor ...
não sinto frio ...
não olho a rua ...
não adormeço ...
não sei sonhar ...
não sinto raiva ...
não sinto fome ...
não consigo rir ...
não quero amar ...
não gosto de sol ...
não procuro nada ...
não quero carinho ...
não olho as plantas ...
não olho as estrelas ...
não sei o que é guerra ...
não preciso de amigos ...
não vejo a alegria nos rostos ...
UM POEMA, UMA QUADRA ZEN
SOU HUMILHADA, EXALTADA...
UMA PESSOA, UM ANIMAL,
UM LIVRO, UMA PEN !...
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QUANDO NADA SOMOS
TEMOS É QUANDO NENHUM SER
MAL ALGUM NOS PODE FAZER,
É QUANDO REALENTE TEMOS, SOMOS.
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TRISTEZA NÃO É TANTO MORRER
COMO MAL VIVER! COMER
ANIMAIS E VIDA MATAR
BEM NÃO PODE TERMINAR.
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