Amizade

Eu Sei Que Tu Tá Muito Bem, Meu Irmão!

Sabe, irmão
Aqui embaixo, 
Muita gente na prisão!
Às vezes eu me pergunto o porquê
Se cada um tem o seu caminho
Por que escolheram você?!
E logo
Me vêm aquela sensação
De que tudo ficou na solidão
Mas eu sei, 
Onde estiveres
Seja o céu que habitares
Eu sei que tu tá muito bem, meu irmão!...
Quando eu lembro das nossas vivências
Choro sem intenção...
 

O Guerreiro dos afetos (continuação)

Rendo-me neste  guerreiro dos afetos
tomarei minhas as tuas batalhas perdidas,
aceitarei a tua derrota de braços abertos
serei teu grito nas palavras esquecidas.

E no eco deste grito de guerreiros
Cantaremos o hino final da partilha,
envoltos corpos de suspiros derradeiros
vitoriosos vencidos na mesma mortalha.

Olharemos cada um o outro grande  vencedor
sem nenhum provar o sabor real da gloria,
no fim dos afetos divididos  de resto dor
perderemos ambos o sabor de outra vitoria!

O guerreiro dos afetos

Visto a capa do guerreiro dos tempos
Empunho a espada dos abraços
estratégia de guerra nos sentimentos
procuro-me na derrota dos estilhaços!

Monto um puro alazão já morto
Outrora alado guia-me na batalha da razão
serei meu vencedor na dor que não suporto
Apontarei aos céus a vitoria do perdão!

Partilharei com os vencidos a conquista
Serei servo da derrota e vencedor
serei imortal na pedra do alquimista
Nesta irmandade será minha a tua dor!

Ele Era Meu Amigo Também.

Hey, hey! 
Ele era meu amigo também...
Eu gritei sozinho na chuva por alguém. 
Então eu me levantei pra porta do sol
Olhei os prédios e o que eles me diziam.
Olhei os carros e os homens que cuspiam. 
Os cigarros, as baratas e a jornada acontecendo
No ritmo da realidade... 
Os faróis e os motoqueiros 
Na adrenalina da cidade.
Porto alegre chorou naquela noite
E até hoje derramo minhas lágrimas
Com o fato,

Abraço amigo

Abraço amigo
 

Desenho-te como um abraço

Precisamos do abraço um do outro

Então que esses abraços sejam mágicos

Com magia para nos unir mais

Que tenham calor

Seja envolventes e seguros

Que transmitam tranquilidade

Que afaste angustia

Que sejam poemas de alegria

Que traduzam

Amizade e amor

A emoção

De cada vez mais

Ter vontade de abraçar

Que esta a espera?

Da cá esse abraço
 

Autor

Pedro Rodrigues

 

PATRÍCIA

Daquela que meu riso exigia,
Que a luz da ternura refletia
Não vou me esquecer!
Por mais que o tempo tente levar
O esplendor que eu via em seu olhar,
Irei sempre o ter!

Em minha mocidade plangente
Onde na aurora da estrada ardente
Tão cedo morri,
Perdido entre as vagas da existência...
Servo do desgosto e da indolência,
Eu a conheci.

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