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Fantasia

Brisa

 

Mar de vento tece em mim brisa mansinha

Preenchendo todos os espaços devagar

Qualquer coisa suspensa em leveza de espuma

Breve odor molhado

Cumplicidades de areia

Fio de desejo apertado

Contemplo-me lendo-me nos teus sinais

Fundir-me em ti e desaguar

Espuma

Leveza de todas as cores projectadas na distância

Flutuar breve e rasteiro feito de brisa

Todos os sentidos se espraiam preguiçosamente quando chamo por ti

Cânticos que entoam na areia sedenta dobrada sobre os poros

Coisas comuns feitas de espuma num arrepio de prazer

PC

 

Mundo meu

Pincelo-te mundo meu

Com pincéis de ternura

E com cores de esperança

No Céu azul, eis que surge o arco-íris

No horizonte, a tua lembrança

Crio o mundo que sonhei

E as estrelas brilham

Como eu sempre imaginei

Quero ser um bom pintor

Ser poeta ou criador

Apaixonar-me por simples telas

Pintar as coisas mais belas.

Com a força de te amar

Partilho a doçura do mar

Crio flores e cores

Desvendo o luar

E nenhum sábio pintor

Saberá com tal primor

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MONÓLOGO DO POETA

MONÓLOGO DO POETA

Olá o que estás magicando e vendo?
Vai-te embora poeta com ar perverso?

Olha vai tu……..
Vou para aonde? Aqui vou escrevendo,
voando no verso…

Fraca desculpa, não é razão absoluta!
Anda, sai, vai para o teu Universo.

Olha vai tu…
Nesta persistência que persiste,
nas frases gastas, o poeta está nu…

A sombra

Na ausencia da sua sombra
oculta o segredo iluminado
dança na luz tenue da rua
suspenso gesto de magia.

Sob o cheiro azedo da espinha
conduz o gato preto que mia
nas curvas graves da melodia
da lata que rebola no beco.

O homem mero vulto disforme
deixou a sua sombra sozinha
aventura-se no portal entreaberto
através da alma da sardinha.

Algures afogada no mar alto
quase morta  ao lado da lua
nas escamas sob o sapato,
já no outro mundo e sozinha
a sombra devorou o gato.

Assimetrias...

Quando percebi a acalmia
 
abstraída em vagas respostas
 
que fluiam na anorexia do tempo
 
apenas alimentei a fartura
 
da minha livre contestação
 
com respostas 
 
que nunca soube de cor
 
 
Fiquei exitante
 
depois de adormecer, amadurecidas
 
aquelas nossas assimetrias desenhadas
 

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