Meditação

rio de sangue

Rio de sangue

 

Não me colocaram em nenhum   de seus planos

Vontade de destruir casa de vidro e de barro  A sua casa já desmoronou no meio da sala?

Você já tentou varrer a areia de água negra? Vontade de destruir casa de tijolo, que me foi negada  Já ficou no escuro ouvindo o canto da cigarra?

Esse rio Tinto, tal qual o Nilo quando foi tingido

Esse vermelho era feito de bala

torto arado

 

 

 Torto arado

 

Cabo de marfim fincado no solo, cheiro legitimo de terra

Mato verde nas narinas, caminho até a escola

Essas letras no quadro verde, lousa verde, casa de cor verde Não narram minha história.

Quilombos, quilombolas, quilombos, quilombos

Prefiro sentir no corpo as lições que a vida da Essa terra úmida pede para parir.

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