Prosa Poética

Num ápice

Degostei a tempo
 
todas as rimas
 
entre solenes versos
 
alucinados
 
tranquei tuas brisas
 
errantes entre portas
 
franqueadas e saciadas de solidão
 
 
– Deportei o tempo
 
num ápice
 
amarrotei a miséria esquecida
 
num mar de decepções
 
rumo ao poente onde
 

Oceanidade

Sejam benditos
 
teus tons em instrumentais
 
vozes de mestria
 
reflictam nossos corações
 
todo poente musicado
 
em canções sem palavras
 
rimem os compassos ternos
 
proclamando a gentileza dos
 
teus suaves acordes
 
resgatando nossas liberdades
 
na completa redenção
 

Tempo de súplica

Desatei às portas da noite
 
o nó de meus nómadas
 
arredores vadios
 
contornei as ânsias
 
no espaço livre que me ofereces
 
 
   Enlacei este dia
 
com fios de vida acorrentados
 
à fome que alimenta a fartura
 
de tantos desejos insânos
 
 
  Soltei as rédeas
 
em cada verbo mais livre

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