Flutuando
Autor: Frederico De Castro on Saturday, 25 June 2016
Fechei-me no teu semblante
Despi-me das palavras flutuantes
adocicando todos os beijos aromatizantes
transpirando brejeiros em cada pensamento
Realidade
Passo nas cidades mortas
Vejo fome, frio e solidão
Alguns fantasmas nas portas
um dia eu vou
abrir Lisboa
e ver o que
tem dentro.
o Tejo vai escorrer
como um bombom
de licor e vou
finalmente
conseguir sentir
a solidão,
azul como o caralho,
salgar
a língua.
Lando Teixeira
vi uma miúda
no metro