Soneto

Pessoa

Pessoas. Pessoas. Pessoas.

Estranhas. As suas entranhas. Pessoas. Cubículo social em cada pessoa. Ninguém diz o que quer, ninguém soa ao quem soa.

 

Pessoas. Pessoa.

Sem asas a galinha não voa.

Se tem asas, porque não voa essa pessoa?

 

Porque não voam pessoas? Porque é que a minha pessoa não voa? Porque é que o soldadinho não prega na testa a lealdade que demonstra e apregoa?

Porque é que nos afastamos tanto da nossa pessoa? Porque é que tento ser algo que não sou? Outra pessoa?

 

Pessoas. Pessoas. Pessoas.

Poema S Martinho do Novinho

 

Ondas sinusoidais inspiradoras do

movimento de S Martinho do Novinho

 

O som do mar. A alma a lavar, com o seu levar. O ócio silenciar.

 

Dar arte para todo o fruto aproveitar.

 

A mim e a ti cortar o ar.

Um sorriso tão lindo tem de se aproveitar.

Das maleitas jovens, diversificar ao diferenciar.

 

Pela minha pontuar.

Novas experiências proporcionar,

 

Um sem vida vivenciar.

 

Geografia

Que teorema me fala a cada instante,

Do que dento lateja, vão, incessante?

Não há barreiras, distâncias, preconceitos

Ou o contínuo trabalho, quão escorreito,

 

Que linam minhas vagas flamejantes

A later, peito adentro, qual constante.

Desbravo vis caminhos, domo pleitos,

Nefas. Unde salus?* Caminho estreito.

 

Entre triunfo ou derrota, pouco importa,

Enálage vã, tece o que porfia.

Erijo dos escombros, quando morta,

 

Monumento fundado, que dormia.

Doce sorriso

Aos sorrisos.

 

Doce sorriso

 

Teu rosto tem um brilho mais radioso

Quando teus lábios se rasgam num sorriso !

Ē como um beijo terno de um narciso,

Rompendo a terra, s'abrindo, gracioso.

 

Em teu rosto s' espelha, carinhoso !

Encanta e dá a coragem que é preciso.

É um sol que aquece...teu sorriso.

Ē teu dom, o teu  bem mais precioso.

 

Ē como a luz d'aurora boreal

Que torna o escuro da noite mais ameno

Em ondas de um bailado triunfal.

 

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