Semeador de chumbo

o vento fazia o pó levantar.
de olhar maduro,
óculos de protecção,
casaco preto e chapéu,
ao peito um medalhão.
ele era um rapaz nobre.
nunca se tinha visto ninguém como ele.
que segredos antigos estavam à espreita?
e ali estava ele,
flutuando na magia da brisa.
ao peito a mais perfeita arma de julgamento.
cano curto.
o segredo fora revelado,
e o carrasco chegava para mim.

Quando o silêncio bate à porta

Quando o silêncio bate à porta
 
asseguro-me feliz
 
das leves brisas
 
que teu perfume importa
 
soprando em convergências
 
sem demais interferências
 
do tempo
 
varrido no restolho de uma
 
fogueira ainda crepitando nos ventos
 
 
Quando o silêncio bate à porta
 
empunho todas as emoções
 

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