A Pocema do Pessimismo

Gênios fazem coisas geniais
Eu, amigos, não faço nada demais!
As palavras já existiam muito antes de mim
Pelo meu livre e amalucado alvedrio sem fim
Eu apenas dou-lhes formas grupais. 
 
Nada comparado à algo genial
(Não domino a arte da hidromancia.)
Eu não sei fazer mais nada, nada!
(Mal e porcamente faço poesia.)
 
Poetas morreram antes de mim
Mas isso não faz-me igual à eles.
Não obstante à minha inteligência

Jornal Da Nossa Vida

Um dia, velhinho,
Somente no poder
Da recordação
Lerás um jornalzinho...
Antigo e repleto
De reportagens
De sorrisos
De viagens (à serviço)
De lugares
De pessoas
De palavras diversas!...
 
Verás o quão importante fora
Tudo isso!...
Folhearás suas páginas, com a lembrança
E reviverás deslumbre por deslumbre
De cada uma das suas histórias e momentos...
Bons e ruins

Entendeu? (Eu É Que Não Vou Te Explicar!)

Politicamente correto?
É de rir ou de chorar?!...
Peço licença poética.
Sou de mudar à cada metro
Sou de variar por cada métrica
Faço verso no décimo andar.
 
Torto num erro reto
Carimbei meu polegar!
Peço licença poética. 
Sou de valorizar cada feto (afeto)
Da mulher cruel e cética
E da noiva do décimo altar.
 
Melhor, 
Não vou mudar nada de lugar.

Hoje Sim!

Hoje sim!
Hoje ela passou a tarde
Toda agarrada em mim!...
 
Mesmo ar!
Debaixo dos cobertores
Longe de todas as dores
Mesmo ar!
Sim...
Passou o dia agarrada em mim!
 
Não, eu não estava em mim!
Estava em outra dimensão:
Uma confusão!
(De mim... Dela...)
Eu... Ela... Beijos, olhares
Que ela faz com profissão...
Tudo isso, num colchão

A Linha do Tempo

A Linha do Tempo é um castelo..
Tudo coexistindo em paralelo
E a Terra no Tempo é um farelo.
 
Das montanhas do México
Às esculturas de terracota Chinesas
Você, o Irlandês, o Alemão, o Russo e a Japonesa...
Do camelo, no deserto do Saara
Ao tecido de plumas da monarca inglesa...
 
A Linha do Tempo é uma salada de frutas
Sem direito à sobremesa.
 
24 . 06 . 2014
20 . 07 . 2014

O Coqueiral

O coqueiral sob o céu tingido de um tom cerúleo
Riscado pelas turbinas de um avião que passou
Postes fios e eu: um sujeito para embrulho.
Sou o presente dela! E o meu medo de amar o vento levou
 
Ao noroeste desse mesmo céu, uma estrela. Única e deslumbrante...
Observando, solitária, o espaço cósmico
Da qual ela mesma é amante.
Meteoritos ou estrelas cadentes?
(Razão e emoção)
Universo infinito: o compasso do instante. 
 

General da Guerra

Encalamistrei-me quando fui profundo...
Todos me avisaram e me fiz de surdo.
Todos desistiram. Fui um ser colérico!
Estas memórias... Estas memórias fluem
Elas só fluem. Das ruínas onde flanei
Sem qualquer sistema numérico
Recebi convites forjados
Agora não posso reclamar das dores formidáveis
Agora, só o barulho da chuva.
Da minha chuva. Mas chuva de lágrimas
Chuva indesculpável.
Sou um general da guerra, trago a farda manchada

Sou Pai!

Que momento gratífico!
Vejo o meu filho de sangue nos braços.
Encosto nele sem um dia ter o visto antes...
Ele têm uma manchinha na perna esquerda!
A mesma que o meu avô paterno tinha.
Vontade de ter um massagame e dar tudo do bom e do melhor para ele!...
Essa situação financeira me massacra!
Pois quero viver e eu não posso...
Mas sou pai, e um dia vou ser avô.
Nestas folhas, todas mérito do meu mergulho.

Os Pré-Melhores Dias!

Devido ao amor que eu ainda não pude compreender
Não soube explicar a fábula 
Estou hoje depreciando, talvez, meus pré-melhores dias!
Pré-melhores porque vamos nos casar muito em breve...
Deixe-me explicar essa fábula: Eu me insultei!
E agora estou envolvido. Mais que envolvido.
Muito mais que envolvido.
Minha maré de azar foi coisa de anos atrás
Esse estilo moderno, me cabe, e cabe tudo o mais.
Eu ela e a maria. Numa linda poesia.

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