Palavrarte
Autor: Adriano Alcantra on Wednesday, 6 August 2014
O artífice com mãos firmes experimenta no breve
O tom das letras
Ao invés das antigas ferramentas manchadas de sangue
Num mancar pelo distúrbio decadente do pobre artelho.
Aos troncos do anafiláctico semblante byroniano por entre ombros obtusos
Emplacam, competem surras de genitálias parcas
Nas torpedeiras usuras da noite torcida.
Tímpanos endurecidos e horas por contar,
Fios e paletós nos maus vindos frios a assoprar,
Cada costela,
Cada vão em meio à carne,
Desabrigai!
Injustica
Autor: Milena Dias on Wednesday, 6 August 2014INJUSTIÇA
Há nuvens no olhar entristecido
Do povo desprotegido. Há descrença !
Coração apertado, endurecido.
Já falta espaço onde caiba esp'rança.
Gente que ao sol deu seu corpo fecundo.
Aos ricos banqueiros, de< confiança >,
Deu os trocos, suados ! Sem cuidado.
Que afinal, são obreiros da desgraça !
Senhores de aparência tão distinta !
Rosto sério !!! Elegância definida...
Ébrios de sabedoria...infinita !
Estes, de ambição vil e desmedida,
Retrato da morte
Autor: Milena Dias on Wednesday, 6 August 2014Temos visto a guerra e a morte em direto, vindo de Gaza. Tenho visto também.
Retrato da morte
A morte chega ao vivo lá de longe !
Vê-se a mortífera bomba deflagrar.
Espalha-se o terror !!! Quem pode foge !
Entre pó, fumo e sangue, ouço gritar.
Grito talvez de mãe que o filho beije,
A quem ness' hora a sorte foi faltar.
Ou por que há quem a paz nunca deseje.
Paz...que a insensatez lhe foi negar !
Na crença de que a guerra faz a paz,
Crença torpe , falsa que jamais muda,
Renascer
Autor: Paulo de Jesus on Wednesday, 6 August 2014Renascer
Como a águia que renasce das cinzas
Nós também temos nossos renascimentos.
Quando suplantamos difíceis momentos
E não permitimos que a dor nos atinja.
E numa ascese supimpa e linda
Lapidamo-nos de maneira infinda
Apoteótico sobrevoo admirável
A abandonar o nefando e abraçar o inefável.
Nesse movimento sempre constante
Em meio a dores e gritos cortantes
Elevamo-nos ao mais alto grau.
Ao cosmos, ao espaço sideral.
Antítese social
Autor: Ícaro Marques E... on Tuesday, 5 August 2014Bate o sino no alto da capela
Bate o sino, a noite é bela
Do alto da torre de marfim
Solta o rojão no alto da favela
Solta o rojão e avisa pra ela
Que mais um teve seu triste fim.
A Ativista
Autor: CharlesSilva on Tuesday, 5 August 2014A Ativista
Não sou o homem que presta para o seu modelo de mulher
As índoles não se casam e se repelem completamente
O meu mundo é original e não permite cópias mal feitas
Todas as ideologias são lindas, mas de nada me servem
Todos os teus discursos de feministas radical se calam
Quando eu mordo os bicos dos teus seios e tuas coxas
A minha língua serve de anestesia contra tua ideologia
Charles Silva
Espera ansiosa
Autor: Rafael Henrique... on Tuesday, 5 August 2014Muitos aguardam ansiosamente para Te conhecer,
Eles esperam pelo grande dia em que poderão Te ver.
Estão desejosos pelo momento que poderão contemplar,
Todos estão esperando alguém que vá Te proclamar.
Aqueles que tanto esperam, são os que estão perdidos,
Suas almas tem um forte desejo pelo amor de CRISTO.
Suas almas ficam sedentes querendo louvar e adorar,
Mas para fazerem isso, precisam de alguém para pregar.
Eles precisam de alguém para apresentar o evangelho,
lembranças
Autor: Arlete Klens on Tuesday, 5 August 2014Lembranças
Livre confinamento
Autor: neooneeon on Monday, 4 August 2014LIVRE CONFINAMENTO
Te leio e gosto do que sinto
Você é absurdo, você é verdade letal
Não quero saber de reticências hoje
Sou ponto final e cruel
Justamente como te vi há pouco
Despejando sangue viral
No melhor sentido cibernético do adjetivo
Nada de repostas, apenas perguntas
Nada de formatos, somente atos
Quero a mais autêntica peregrinação
Por um mundo imaginário visionário
De um novo aspecto de um antigo gosto
Quero seu texto, não apenas frases soltas
Quero prendê-las em minha mente

