Quando falta a inspiração

 

Quando falta a inspiração

Para um poema compor

Resta a árdua solução

De versar com o suor.

Unir a imaginação

A um metódico labor

Para tecer a canção.

 

O poema é trabalhado

De modo racional

Se não é poema inspirado

Falta a magia natural.

Embora metrificado

O verso é superficial

Leitor não fica encantado.

 

Neste difícil momento

Poeta deve recorrer

Ao próprio pensamento

Para ter algo a escrever.

E assim atingir o intento

ESTRELA CADENTE

                                          ESTRELA CADENTE

36                                       Sou lua, sou estrelas,

                                           Que brilham no oriente,

                                             Sou estrela  erguida,

                                          Não sou estrela cadente.

 

                                              O sol está bem longe,

                                              Na minha imaginação,

                                              O sol é o maior luminar,

Haver

Há de servir

O que hei de contar.

Ah, há!

Há de prestar!

 

Emprestar com ágios

Os ágeis conselhos;

Cobrar as moras

De tuas morais refeitas.

 

Feitas em pó,

Tornadas em cinzas

Todas as palavras

Lançadas ao vento

Como folhas…

 

Folhas que tomo para escrever

- E tu as hás de ler

As palavras que hão de te agradar;

Hão de ventilar tuas ideias,

Para que haja sonho em tua noite

E haja som em teu ouvido.

 

Havendo isso, me vou.

Para Viver

Preste atenção à vida;

À tua e à dos outros!

Aprenda, principalmente com teus erros!

Não repita os erros de teus pais.

- É o atalho para crescer. – Peça desculpas;

Não se pode impedir de errar.

Seja franco, não fraco!

 

Sonhe, tenha coragem!

Mas viva hoje, não amanhã!

- É a única forma de realizar

Teus sonhos. – Vá em frente!

Não como um carro,

Que não sabe aonde vai;

Mas como um pássaro

Que sempre sabe como voltar.

 

Voe! Voe alto!

Pages