Adeus
Autor: Arlete Klens on Thursday, 31 July 2014Adeus
Adeus
ESTRELA CADENTE
36 Sou lua, sou estrelas,
Que brilham no oriente,
Sou estrela erguida,
Não sou estrela cadente.
O sol está bem longe,
Na minha imaginação,
O sol é o maior luminar,
Há de servir
O que hei de contar.
Ah, há!
Há de prestar!
Emprestar com ágios
Os ágeis conselhos;
Cobrar as moras
De tuas morais refeitas.
Feitas em pó,
Tornadas em cinzas
Todas as palavras
Lançadas ao vento
Como folhas…
Folhas que tomo para escrever
- E tu as hás de ler
As palavras que hão de te agradar;
Hão de ventilar tuas ideias,
Para que haja sonho em tua noite
E haja som em teu ouvido.
Havendo isso, me vou.
Preste atenção à vida;
À tua e à dos outros!
Aprenda, principalmente com teus erros!
Não repita os erros de teus pais.
- É o atalho para crescer. – Peça desculpas;
Não se pode impedir de errar.
Seja franco, não fraco!
Sonhe, tenha coragem!
Mas viva hoje, não amanhã!
- É a única forma de realizar
Teus sonhos. – Vá em frente!
Não como um carro,
Que não sabe aonde vai;
Mas como um pássaro
Que sempre sabe como voltar.
Voe! Voe alto!
Se for dizer: “te amo”,
Tenha a certeza de que tua boca
Não se move sozinha,
Por vontade própria.
Quando disser “te amo”
Sinta o teu coração pular
Impulsionado pela verdade
De cada uma dessas letras.
Nunca diga “te amo”
Por telefone ou pela internet
Mas olhe bem olhado para a pessoa,
Para que não se torne uma coisa vaga.
Não tenha pressa de dizer “te amo”,
Mas tenha urgência!
Pois sempre temos urgência de ouvir;
Não deixe se tornar corriqueiro.
Um só é o amor, a dor,
O sorriso é um só.
Uma só é a lágrima.
Em cada uma todo o peso e sofrimento.
Um instante, um momento, a palavra
Se repete, mas é sempre única!
O brilho, o olhar a cor;
A alegria, a calma, a paz
Não vêm ao par, é singular sempre.
Cada beijo, cada carinho, cada pensamento
É único, completo, perfeito!
O dia, cada dia, a vida;
O Sol, a lua, a chuva
Se repete, mas é sempre única!
Única também é a tristeza
E somente uma a saudade;
Num dia de Inverno, a chuva a cair,
Lembra-me a minha vida, não vale a pena mentir.
Quantas vezes a mesma chuva percorre a minha feição,
Esperança
Quando a guerra chegar
numa manhã cinzenta, de odores pardacentos
vou ver os homens marchar
por caminhos lamacentos
sentindo o ódio jorrar, nos olhos
a raiva e a ira, já sangrentos
e ouvir as mães a chorar
os padres a gritar
que Deus não existe
acreditei que o mundo ia acabar
mas que dia este tão triste!!
A quem posso eu rezar
se já nem Deus existe!!
Onde vou eu reencarnar
... o ódio paira no ar
Olho em meu redor,
Não consigo ver.
Penso no pior,
Mas nada vai acontecer.
Coração