Os anónimos que perfumam estrelas
Autor: ronilda davidlo... on Sunday, 3 August 2014Fotografia © Ronilda David/Loubah Sofia-Alma Feita De Ti
Fotografia © Ronilda David/Loubah Sofia-Alma Feita De Ti
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Foi por isso...
Que chorou tudo e um tanto mais!
E...
Por fora dos soluços rebentando má criações
Desenhou esquerdinamente calões
em todos os tons de cinzas
Na ponta da pele, assinou o nome
despido de todo verbo que por acaso
lembrasse a veia d'algum rasgo de
ternura.
Viver mentiras...
É saborear veneno
em pedaços de beijos traiçoeiros.
© Ronilda David/Loubah Sofia-Alma Feita De Ti
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É tão estúpido deixar eclodir
dentro desse desejo
asas que
apenas imaginam
o que é a cor
daquela estrela que morreu vida
dentro dos
teus olhos eternamente cegos.
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A minha teoria louca cantaria
O nó cego nas asas da garganta estridente
nos perfis solitários,em sopros
tão castanhos quanto a paralisia
de quem desistiu de acreditar
nas possiblidades fora da matematica.
...
É por essa e outras que tenho pena
das borboletas.
Ao voltares um dia, anjo loiro,
Meu tesoiro, ao teu berço divino,
E eu a tua espera lá estiver,
Verás que em tua existência rara,
Não te fui um amigo qualquer;
E que, nos meus anos tão soturnos,
Foste mais que uma bela mulher!
Sem sofrer nos cismares noturnos
Esta ausência cruel que me foste;
Por esperar teu sutil retorno,
Sei que vou sorrir eternamente,
Como antes, ao teu lado, e essas lágrimas
Serão extintas na nova terra.
Eu enrolo o bigode
E os problemas passam.
Não é para quem pode,
É para os que se acham,
Perdidos, na imensidão
Do pensamento que foca em nada.
Tormento? A alma acabada, solidão?
São nada
Se comparada a obra e a criação...
A alma não é pequena
E valerá, com certeza, a pena,
Mas a vida é uma obra, à partida, comprida
E a criação faz-se dia à dia.
Tormentos?
Que fiquem presos a eles
Aqueles
Que preferem deles aos momentos.
Rui Correia
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... E contrariando toda a estatística
escapou furtivamente,esperou paciente
e venceu!
Há um Povo
Há um povo silencioso que não faz barulho pra não incomodar os barulhentos capitalistas. Pois os barulhentos capitalistas fazem guerra com qualquer povo que faça barulho. Pois fazer barulho é a natureza dos capitalistas sociopatas, desconectados da natureza que os cerca, e da própria natureza do homem. E no silêncio da floresta, há um povo. Silencioso sim, mas há um povo.
Charles Silva
Um poeta não fala de amor, fala do vento.
Não fala de dor, fala da chuva.
Não fala do medo, fala do frio.
Um poeta não fala.
Respira, sussurra...
Um poeta não tem alegria, não chora.
Um poeta não sente depressão, não sente.
Um poeta não fala a verdade, não mente.
Um poeta não fala...
Um poeta não tem palavras, tem gestos.
Não tem história, tem contos.
Não tem vírgulas, tem pontos.
Não pergunta, exclama.
Não lê, declama...
Um poeta não declara, supõe.