Reflexo

O amor próprio                                                                                                                                 Vem do que sentimos por nós mesmos,                                                                                      Se temos orgulho do que vemos no espelho.                                                                              É uma coisa que temos que adotar

Jardim da minha Terra

Jardim da minha Terra

Minha Querida Terra do Mar,

Vila piscatória,

Outrora foste Palco de Glória,

Do povo romano.

À beira-mar plantada,

Por muitos és regalada,

Pela tua maravilhosa água salgada,

E areia dourada.

 

Prodígio da Natureza,

O tempo não levou a tua firmeza,

Belas arribas rochosas,

Te descrevem com certeza.

“Caboeire”,

Do passado e do presente,

Vingaste a tua forma,

Rainha Algarvia,

Certamente.

 

O teu tamanho

MINHA LIBERDADE

Eu durmo e vivo ao sol como um cigano,
Vagueio nessas ruas sempre ao léu,
Sou como a andorinha peregrina,
Que voa livremente pelo céu!

E deito-me risonho em qualquer sombra,
Fumando meu cigarro vaporoso,
Da liberdade que apavora os homens,
Eu sei que sou o dedicado esposo!

Sou amigo das flores, c`os perfumes
Da primavera banho-me. Encantado
Nas noites de verão namoro estrelas,
E a moça que me espia do sobrado!

Este tempo

No cimo da montanha do bem estar
o cavalo alado solta um olhar de distancia
no vale a manada sente-se segura
sob o cinza aguardado do luar.
De vez em quando o vulto tapa o sol
posiciona-se no pódio da concorrencia
e a gralha agita-se na rocha perto do ninho
sob as petalas caídas do girassol.
Os ventos frios sobem à boleia da escuridão!
subito arrepio de anseio no desembarque
partilha dos sofredores em silencio.
As patas agitadas produzem os sons do medo
em harmonia espezinham as almas do chão.

Pages