Vinho de sangue
Autor: Adriano Alcantra on Monday, 7 July 2014Dai-nos o tecido veludo nos olhos
Um momento a mais para por salivas
Com gosto vulgar na borda do cálice,
É como comparar uma prostituta a uma bebida má
Quando o vermelho escapa.
Ter no fundo do quarto escuro o mergulho dum livro
Que não diz fim nem começo.
A cópula sagrada
O redemoinho e o vento
Passagens estreitas a mundos distintos
Ver o gozo o gesto metido na atitude do ser mais velho.
Quando fazemos o que não está no escripte
É porque uma sombra do futuro
Invadiu a vida da alma pesada
Sentindo-se confiante
Autor: Arlete Klens on Monday, 7 July 2014SONETOS A MINHA MÃE
Autor: Pedro on Monday, 7 July 2014Sonetos a Minha Mãe
Regaço de minha Mãe, doce conforto,
tamanha brandura e abismo de perdão
voz de minha Mãe... sempre meu porto,
sempre o cântico que me embala o coração!
Paciência ó minha Mãe... eu saí torto!
Mas sensível ao mundo por tua mão,
coragem minha Mãe... sou trágico e amorfo,
mas rompe-me pelo peito o teu estandarte de paixão.
E se um dia minha Mãe... vier a dor
perdoa se não articulei o meu amor,
por não ser lesto... ser oco... ou nada!
Momento Saudade ( AUDIO NA VOZ DE OSCAR DE JESUS KLEMS )
Autor: Arlete Klens on Monday, 7 July 2014Momento Saudade
A idade
Autor: Arlete Klens on Monday, 7 July 2014Tempo de solidão
Autor: Arlete Klens on Monday, 7 July 2014Tempo de Solidão
ESTA NEM FREUD EXPLICA
Autor: Roberto Armorizzi on Monday, 7 July 2014a lua vai alta
Autor: arresiur on Sunday, 6 July 2014Noites de primavera
Autor: Rui Correia on Sunday, 6 July 2014As noites de primavera
vão embora,
como a prima Vera,
em boa hora
antes do inverno chegar.
A prima Vera é estranha,
quer e não quer,
mas a saudade tamanha
é ainda mais mulher
para a fazer teimar.
Uma brincadeira de criança,
um sentimento de quem não sente,
um dizer que já me cansa,
um presente não presente.
É assim a vida
de alguém que não é assim,(!)
mas não ser assim são apenas palavras...
Se é o fim?
Só daquilo que não amavas!


