O QUE DIZEM OS OLHOS?..

           O QUE DIZEM OS OLHOS?...

 

  Os olhos são espelho da alma.

  Mostram o que está oculto,

  Revelam o que ela sente !

  Sem viço,

  É o olhar de quem está triste.

  Sem brilho,

  É o olhar de quem está só .

  Há-de parecer esse espelho,

  O que os outros nos meus vêem !

  Mas não !...

  Não está de todo perdido

  O brilho do meu olhar !

   P' ra meu alento,

  Vejo ainda alguma réstea

  Que persiste ...que resiste

  E teima em não se apagar !

COMO FOI CARA A LIBERDADE !

              COMO FOI CARA A LIBERDADE !

 

   Nasceu a aurora , como de costume.

   A lua, essa fugiu apavorada

   Pressentindo agonia...o queixume

   E areia de sangue moço... regada.

 

   Saltavam de barcaças, rumo à dor

   Belos jovens...sãos... Na flor da idade !

   Abrasava-lhes o peito com ardor

   E o medo estalava, sem piedade !

 

   Ideais de liberdade inflamavam !

   O medo, s' alternava com coragem !

   Seus valorosos corpos avançavam.

Pois é

Pois é

Sabe o que é o melhor de estar sozinho?
É não ter ninguém pra encher o saco, nem cobrar nada
A minha paciência sonega imposto e não está sujeita a revisão, nem vai cair na malha fina. Acredite, a paz interior tem preço, e é caro. Mas quando se conquista, não tem preço.

Charles Silva

DUETO - SONHOS DE POETA - Carlos Bradshaw Alves / João Murty

SONHOS DE POETAS

Domina-me com o teu corpo os meus anseios
Saboreia-me por inteiro nos meus receios
Tudo é bom, tudo é raso, com ideias incríveis
Escrevendo liberto-me d'algemas invisíveis

Carlos Bradshaw Alves
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Escrevendo, libertas ideias, encontras liberdade.
Os teus receios são silêncios omnipresentes,
Que à vida te prendem com invisíveis correntes
Os poetas perseguem os sonho e a eternidade,

DUETO - SAGRES - João Murty / Joana Aguilar

DUETO: João Murty/Joana Aguilar

SAGRES

Nesta terra diferente de mar profundo, onde os mitos outrora foram vencidos.
Declamo este poema, a este povo coberto pelo rumor e pelo sal do seu mar.
Circundado por escarpas e ventos fortes, que sopram em todos os sentidos.
Sigo na saga de rumos desconhecidos, inspirado na magia intemporal deste ar.

DUETO - REENCONTROS - João Murty / Joana Aguilar

REENCONTROS

Mulher linda, tranquila, com fogo no olhar
negro cabelo ao vento, tez de rosado fulgor.
Musa de grito fulmíneo de vida e no ciciar
em letras mentais, vou soletrando o teu nome,
Jorro poesia, num eco que radia em crescente rumor,
no ar, um sentimento paira, perdura e me consome.

Culinária (18 e 19-04-2013)

Sento-me à mesa

E tu estrelas o ovo enquanto eu encho o copo com água

 

Não me rebentes o ovo!

 

E contas coisas que te preocupam

Como os Homens que são maus

(Eu sou Homem – falas tu de mim?

Ou falas numa generalização hipotética? –

Tu bem sabes que há Homens que não são assim!)

 

Tem-me atenção ao ovo!

 

Abano a cabeça que sim

Porque contradizer a tua ideia é chamar-te à atenção

É dizer que estás errada, que não é assim como dizes

(E isso não se diz a uma Mãe!)

 

Teu Corpo

Milhares de ramos verdes em ti me abraçam 
Milhões de dedos firmes a ti me prendem 
Sete setas de amor nos entrelaçam
E outras sete fogueiras em nós se acendem 
 
Tudo em ti me queima como uma chama
Teus olhos mareados de tanto amar
Perfume anilado que me inflama
É por ti, só por ti que ando a sonhar 
 
Teu corpo doce, capa de alma pura
Reflecte a luz de milsóis imaginados
Em mim gera cegueira, quase loucura 

O mundo

Saí de um lugar,

de um lugar só meu,

á beira do céu,

do céu que Deus me deu.

Perdida por aí,

algures no infinito,

Passa e passa e encontro o que espero.

O mundo,

O mundo,

O mundo,

O mundo,

Quero encontrar,

esse espeço só meu,

para achar,

o meu verdadeiro eu.

Olhando por aí,

algures num tempo escrito,

passa e passa e encontro o que espero.

O mundo,

O mundo,

O mundo,

O mundo.

 

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