Árvore de mim..

 

Árvore de mim..

Fragmentos plantados em terra da noite,

que poetizam sobre o solo do amanhecer,

desnuda do fruto maduro em ramos verdes

ausentes .

 

Árvore de mim,

em porto seguro segreda aos ventos

na velocidade do fogo que

em teimosia adentro sopram  a melodia do beijo,

e

fazemos silêncio,

bebemos o curso de água dos rios

que desaguam nas marés vivas

que antecede a existência da Alma .

 

Árvore de mim,

que controla os instintos famintos,

O Coração é o meu dono

O Coração é o meu dono

No domínio da música da vida,

toca e ao mínimo despertar

as veias quebram o cristal

em gotículas finas.

Vive na ternura em céu aberto,

é porta que dorme aberta,

é verbo que inflama as artérias

e em lua crescente

o coração dormente,

pula,

salta,

vibra todas as emoções

em vermelho paixões

e na exaltação da angustia ,

bate á porta a indomável perda de dor.

Tudo começa,

o tocar dos sons mudos

em silêncio que ferem

A voz,

A voz,

colher-te em campo alheio

no som da minha voz embriagada na tua,

é tudo para além da distância que nos separa,

são primícias ousadas do AMOR.

 

A voz ,

música melodiada em espaços abertos,

que culminam os anjos ao infinito trono celestial

relampejando em flecha nos corações.

 

A voz,

que estreme no meu peito,

abre o desejo de ter em meu ver,

partitura que ferve nas feias,

cântico gramatical expelido por

entre os lábios.

 

A voz,

Onde vais dançar esta noite?

Onde vais dançar esta noite?

Cai a noite sem palavras e

no amanhecer das sílabas,

Danço e danço-te.

 

Mãos atadas em corpo ardente,

sobre cenário de vapores de silêncio,

cabelos soltos em falésia nua,

expirais de vibração corporal,

brilho de água sobre o manto da pele,

permuta de respiro em olhar firme,

danço e danço-te.

 

Vou dançar Onde a Quando a Lua se fundir no Sol.

Gila Moreira 30/09/2013

 

Desespero

Desespero

 

Rasga-me

o manto

no represar do beijo

embebido pelo desejo

censurado pelo  gemido.

 

Abraça – me

no envolvente prazer

de dois corpos sedentos

na dança equilibrista

imprudente de tesão suculento.

 

Penetra –me

na alma harmoniosamente,

balança, suspira e sente

o meu mar impetuoso e faminto.

 

Desespero –me

de saudade neste atraco de desejos ,

Possante

Possante

de um desejo animalesco,

despojo toda a castidade do teu corpo exsudado.

Em delírio  movimento ,vai e vem , a língua febril que

desafia o intenso percurso da nuca

até ao teu bojo apetente.

 

Paraliso

as mãos e atenho o insubmisso órgão ereto

acalorado pelo cruzamento das coxas impassíveis

ao envolvente leito viçoso.

 

Arranco

do teu ser imorais gozos de prazer

que inundam as entranhas com o néctar erótico da vida ,

Sonhei-te,

Sonhei-te,

que povoavas os meus pensamentos,

e os meus sonhos tomavam formas,

as tuas mãos ladroavam as minhas,

fundíamos afagos de saudade.

 

Sonhei-te,

No tempo de solidão,

No momento de reflexão,

No meu querer,

No meu viver.

 

Sonhei-te……

 

Gila Moreira

O feitiço da Lua

O feitiço da Lua

Veio a noite

e o feitiço da Lua

enche de fogo em chama ardente todas as veias do nosso corpo.

É nessa noite

insensata

que a vagabundagem dos meus desejos ancora no teu porto.

É aquela noite

que as estrelas cintilam no teu olhar

e rodopiam em órbita que não são tuas

e caem fatigadas no leito ao acaso.

A lua

em aparato recheado

nos presenteia uma noite repleta de amor,

um momento presente de ternura,

carinhos e afagos.

Envolves me

Choro a noite

Choro a noite

Porque continuo aqui….

Porque me semeaste no peito a paixão….

Porque continuo aqui…..

São lugares, são cheiros, são prazeres,

São memórias, que em mim lavras…

Porque continuo aqui….

Porque choro a noite.

Choro a noite e atenho a inspiração do teu ser.

 

Gila Moreira 25/07/13

SARTRE, Jean Paul - Filósofos Modernos e Contemporâneos

SARTRE, JEAN PAUL.

1905 – 1980

 Existencialismo (recorte), a Náusea (resenha).

A Existência precede a Essência.

 O Homem Inautêntico. O Homem Contingente.

“Quando olhei para a bandeira da França, eu vi apenas um pedaço de pano” – Paul Nizan.

Prefácio

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