Mais vale chegar três horas mais cedo
Autor: Shakespeare on Sunday, 13 January 2013Mais vale chegar três horas mais cedo do que um minuto atrasado.
Mais vale chegar três horas mais cedo do que um minuto atrasado.
Que cidades! É um povo para o qual foram montados Apalaches e Líbanos de
sonho! Chalés de cristal e madeira deslizam sobre trilhos e polias invisíveis.
Crateras ancestrais circundadas de colossos e palmeiras de cobre rugem
melodiosamente dentro dos fogos. As festas do amor badalam nos canais
Meus pais sempre me diziam:
- filha largue a poesia,
porque você não vai trabalhar
naquele lugar carimbando
todo o dia?
É maravilhoso lá
ouvimos dizer
que os papéis nunca param de chegar
vais poder carimbar
carimbar
e carimbar
e trabalho jamais vai
lhe faltar
Eu lhes disse com um pouco de dor
pois todo e qualquer um
deseja aos pais dar orgulho:
- amados pais,
por mais que eu a poesia abandonar
sem ela
não poderei respirar
Não desmereça o tempo
em sua face menos visível
atua o ínfimo
Teu poder absoluto desafia os mares
e teu cálculo impossível
entrega aos céus o meu destino
Todas as pedras me contam algo
até mesmo as pisadas que viveu
quando ainda meninos
subiam nos barcos piratas
e descobriam outros mundos
(tesouros secretos de casas amplas)
Meus austeros passos
derramam meu sangue pelo caminho
As sombras, em penumbras, me envolvem
Numa solidão inquieta e faminta
Em meus vazios bem guardados,
Reduzem o meu dia a sofrimentos...
........................................................................
Aqui, nesta cama bagunçada
Reflito o caos dos dias sequestrados
Que roubaram-me sem me pedir
Deixando-me assim, em pleno Domingo!
........................................................................
Sou um fragmento do que já fui
Embriagado com a dor imortal
Que me assombra a todo momento...
Posso comparar os sentimentos como o vento e as dunas da praia, pois os sentimentos vem e vão e deixam buracos em nossos corações e vemos que lá na frente outra pessoa está com quem ou o que você ama, do mesmo modo é com as dunas, são levadas pelo vento e de pouco a pouco ela diminui e quando percebemos, só existe um buraco e lá na frente, vemos que tem uma duna muito linda como a que estava em nossa frente.
Ouviste-me não sei quê
Trincolejar n'algibeira,
Acudiste mui lampeira,
Que me amavas. Já se vê.
Tens amado mais de mil,
Não era agora o primeiro.
Mas pensas que era dinheiro?
É a pedra e o fuzil.
Messines.
Eu sei que morrerei, discreta amante,
Antes do inverno vir; mas, lentamente,
Quero morrer á tua luz radiante,
Como os tisicos á luz do sol poente!
Sou romantico assim! O tempo ardente
Das chimeras vae longe! Vão, constante,
Morrerei crendo em ti... e o azul distante
Olhando como um sabio ou um doente!...
--Mas, eu não preso a tarde ensanguentada...
Nem o rumor do Sol!--quero a calada
Noute brumosa junto do Oceano...