Perda
Autor: Oscar de Jesus Klemz on Wednesday, 3 June 2026Que oportunidade perdida!!
você era a alegria
Que oportunidade perdida!!
você era a alegria
Limbo
(Mauro A Evaristo)
Nós que antes das 5 da manhã
Não viralizamos nos posts do Instagram,
Mas precisamos iniciar o corre
Pois, nenhum político nos acode.
Nós que antes das 6 da manhã
Precisamos pegar ônibus lotados
Pra garantirmos na 6X1 parcos salários
Sem tempo as asneiras desses bambambãs.
A todos os "vagabundos" desta nação
Que pisados sem a menor consideração
Lembrem-se que vocês têm o poder
E nessa e qualquer outra eleição
Devolvam no mesmo proceder
E que o limbo os possa acolher.
A música em você
(Mauro A Evaristo)
A música não é só entretenimento
Também é programação emocional,
Afeta inconscientes comportamentos,
Equilibra (ou não) o estado vibracional.
A música age no âmago do ser,
Direciona rotas, muda o viver,
Aprofunda a dor ou alegria de ter.
Qual música manipula você?
A música é toque de guerra,
Mote pra quebra pau, bandalheira
Idem a meditação, auto alto astral,
Acalma homens, enfurece feras,
Ilude uma nação inteira.
Qual música afeta seu emocional?
Sorrir para espantar o tédioOnde estamos que não nos vemos mais?
Onde a poesia que jazia
Quente, viscosa e vital como o sangue
Escondeu-se que não lhe ouvimos
Nem o mais leve sussurro?
Em que imensidão estamos
Imersos, e cegos, e surdos
Alheios à prosa?
Perdidos, enfurnados no vazio…
Num imenso vazio repleto de poeira;
Resíduos de sentimentos não sentidos,
De palavras não expressas,
De risos virtuais.
Isolados e isolantes como se ninguém
Fosse alguém o bastante para nos merecer.
Agora
Desculpem se pareço desolado
É só cansaço
Que, às vezes, me embota
Desbotando toda a inspiração.
Às vezes me bloqueia
Restando apenas a respiração.
E sorver o ar também cansa
Por causa de tanta poluição
Que torna denso o pensamento
E fornece ideias meio tóxicas
Que entorpecem tanto a realidade
Quanto a fantasia.
E, no meio disso tudo,
Nada se salva;
Nem a alegria,
Nem a poesia
Que pulsam no meu sangue
Se retêm. Esvaem-se como poeira
Quando a gente encontra a palavra exata,
Aquela mesma que cabe direitinho
No cantinho que tem na nossa alma
No momento mais preciso,
Quando a gente nem sabia que estava lá…
Tem preço isso?
Quando a gente encontra a palavra exata,
Aquela mesma que conta direitinho
O que está acontecendo no mundo
No momento mais preciso,
Quando a gente tenta entender tudo…
Tem preço isso?
Quando a gente encontra a palavra exata,
Aquela mesma que consegue direitinho
Sei sentir dores que não são minhas
Mas não as quero;
Sei me afogar em mares que nunca toquei
Sem sequer provar seu sal.
Sei fechar os olhos e ver a profunda escuridão
Ao meio-dia, em pleno verão
Enquanto tudo em volta queima e arde…
Mas também sei curar,
Sei sair da água e respirar.
Sei acender a luz e resplandecer.
E, como a morte não é um estado temporário,
Prefiro a perenidade da vida.
Os justos
(Mauro A Evaristo)
O filho mais suco de fruta,
Político de atividades corruptas
São sempre os mais amados
Muitas vezes os justos são execrados.
Os colegas de trabalho mais sacanas
Por vezes são mais valorizados
Enquanto quem virtudes não proclama
Acaba ficando de lado.
Todos os aparentemente maus,
Verdadeiros agentes do caos
Se sobressaem e bem nesse viver,
Mas mesmo na desordem social
Tenho algo bom a lhe dizer:
Sorria! Existe poder infinito em você.
feradapoesia.blogspot.com