QUANDO SE INSTALA

Quando se instala a saudade
Na memória de quem vive aprisionado 
Sem saber se é mentira ou verdade 
Que se despede com um adeus 
No silêncio das palavras com gritos
De dor mudas nas amargas cores
Com o vento cheio de margaridas
Ficou só o sofrimento de um amor
Perdido esquecido pelo tempo.

AMO O DIA

 
 
Amo o dia, odeio a noite
Sigo as sombras que me cercam
Neste desespero que me consome
Quando desço os sublimes montes
Porque o meu seio é de vazias ilusões
Do meu manto escuro na serra
Nas plantas que planto nos areais extensos
De finos espinhos que me rasgam os pés
Sarcasmo feitos de escárnios em desventuras
Névoas entre a serra de suave neblina
Que a minha alma cansa só de olhar

Café

Esperei um pouco,
A senhora e a criança e a rapariga e o rapaz e o homem tinham todos muito por dizer à gente,
Ou somente à minha voz,
Mas vou tomar um café e vai ser extra forte-calmo.
 
Vou conversar,
Nem que seja contigo, meu recipiente,
Mas agora estou à não-espera,
Porque a minha casa faz de conta que está longe,
Porque o meu sobrinho pode vir ter comigo a qualquer altura,
Nem que seja para me mandar ir para o trabalho.
 

Lucas

O meu sobrinho nasceu hoje,
Ou há um ano e meio, não importa lá muito,
O que importa é o sol que nasce neste oceano,
Aquilo que ouvimos dizer,
Porque o Lucas é o Lucas, é o Lucas e é o Lucas, tomem lá!
Estão a ouvir?
Eu ouço todos os dias a bater do “tic tac coração”.
 
Talvez seja hora de fazer a barba,
À parte disso vais fazendo a tua enquanto eu alugo o jato privado para ir ver o recital,
Concordas, caro sobrinho?
Se sim vota Lucas,

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