Resiliência do dia. τ.

Resiliência do dia. τ.
 
O ruído do coração guia minha indolência e sua batida recobre a montanha mais alta.
Volátil é o passo da manutenção, eis a solução, aceitar a influência da recusa, o radical perdedor que vence na eternidade de seu ideal.
Fixo os olhos na fixidez das oposições que se abraçam, se beijam e discursam universos indefinidos.
Meu toque dissolve as definições pelo calor da descoberta. O apreensivo pensamento sensível fidedigno do interlocutor.
O ruído do diálogo é discípulo da geração, dentre as maiores obras perdidas recriadas na arrogância, a montanha que se eleva dentro do desejo em apologia as memórias, é o planalto satírico das estrelas.
O palco das nuvens cobra por seus ensinamentos onde os atores retóricos moldam as verdades apresentadas no roteiro, e cantam à luz da efêmera manhã.
É cedo demais para acordar do lindo sonho mortal, a verossimilhança é a caricatura da mimese das marionetes, suas cordas e suas forcas, a apropriação é o próprio real ideal, uma especulação pontual.
Na curva da interrogação, as aporias sem fim refutam o milagre da solução, uma resposta de juventude. Em defesa, em ataque, a consciência é o oráculo que guia os perdidos pelo mapa dos deuses.
O ruído da reputação castiga a busca pela saída de emergência. Há urgência, há ardência, candência, carência. A previsão do julgamento é a culpa que cria o saber na névoa; dentre as ilusões, é o maior pulsar.
O heurístico espadachim verbal purifica em moral a história das perguntas. O que é a virtude? Outra possibilidade de ação que aloca a carroça à frente dos bois? A exigência da coragem ao assumir o interesse da situação. É preciso coragem ao prevalecer na sobrevivência.
A essência do planalto no belo de sua resposta, autoridade e questionamento que não deve questionar. Os válidos contêm o universal, seja argumento, seja auto piedade indutiva, o caráter de valor repousa sonolento no torpor do vale em penhasco.
O ruído das formas corresponde sua semelhança a palidez da luz de seus sonhos, no mais elevado de sua ambição, no mais banal de sua escravidão.

 

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