Amor

A Mãe sofre quando ve os filhos sofrer

Pelo caminho do bem

Sem Mãe não há alegria

É pobre quem a não tem

Mãe teu nome é doçura

Mais doce que o Mundo tem

Desde o berço há sepultura

Tu és tudo minha Mãe

O teu amor nunca tem fim

Por os Filhos que Deus te deu

Mas teu Amor nunca acaba

Comparo te á Mãe do Ceu

Não há dia que se esqueça

De pedir por nós a Deus

Para que o mal nunca aconteça

Reza uma prece  a Deus

Mãe escrava do Amor

Tua força não se esvai

Na alegria e na dor

Quantas  vezes e Mãe e Pai

Tua melodia canta, amor

Os teus versos me encantam
- Cantam,
Com tua luz do meu abismo,
E ressoa por dentro d’alma,
- Calma,
Que sinto no meu niilismo.

A melodia é a lua
- Tua,
Cheia do teu amor alçado,
Amarrada à insolente
- Lente,
Do meu desejo avistado.

Sou teu livro de anotação
- Ação,
E já não quero mais ler,
Quero vós para sempre
- Sempre,
Escrevo em ti o meu ser.

 

Da brincadeira de amar

O desejo de amar faz do homem
um ventríloquo do mero acaso.
O peito pula e grita como lástima,
se preciso, queima a centelha
necessária pra se viver ouvindo.

O amor sacrifica o orgulho,
é uma liturgia dos antigos deuses,
uma espécie de velho augúrio:
Ritualiza o pecado e invoca
o sublime e puro bem-estar.

Os caminhos

Viajei por BRs em noites com muito brilho das estrelas que iluminavam a ida e volta e as duas listras amarelas paralelas,

Alguns trechos tinham teu rosto agarrado a cada estrela.

Em muitos quilômetros teu nome esteve dentro de mim, flashes contínuos

enraizaram se dentro da memória, promessas que se tornaram vazias, profecias, rodovias que levavam a nada,

próteses ásperas dentro do coração

sussurros teus a visitar meus ouvidos

permaneci soldado à paisana, para não ser descoberto pela frieza longitudinal do seu corpo suave que era meu

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