Desilusão

Grande Infeliz Eu Seria!

Sou um poeta vivendo
Na curta fração
Do meu próprio tempo...
 
- Grande infeliz eu seria!
(Caso deixasse de lado a poesia.)
Ignorando a preciosa
Ampulheta da Vida
Em troca de algo
Que não me bastasse
Nem me completasse
Por inteiro.
 
Talvez meio feliz eu seria!
Se, na minha lápide
As minhas vontades
Tivessem morrido comigo
E em mim...
 

Moça

Moça bonita do olhar aflito,
Ah, rosa abatida no Jardim maldito
Chora. Pode chorar... 
Mas depois, moça, te reconstrói e muda como o luar.
Porque o tempo está passando mais depressa do que os cálculos!...
 
Ahhh...
Moça do coração ferido
Moça que acreditou na mentira com sensibilidade. 
Qual foi mesmo a pior das tuas possessões?
Tu confiou na possibilidade e foi parar no abismo gelado.
Qual foi mesmo a pior das tuas impossibilidades?

Aproveita Que É Momentâneo...

Aproveita.
Aproveita que é momentâneo!
Como um quadrado de segundos no ciclo
Como um 'aproveita', por isso aproveita.
Aproveita o momento único!
Não, não senta aí!
Sempre existirá a fenda pra felicidade
Estudando a mentira é que se encontrará a verdade...
Aproveita.
Aproveita que o fogo tá fervendo! Oh... Aproveita.
O fenômeno não se inicia uma outra vez.
O fenômeno não se inicia outra vez, uma outra vez

Desilusão

Com o tique-taque do relógio
Subi da tua ternura os degraus
E nas tuas estrelas encontrei refúgio
Em momentos maus...

Eras Sol e eu Lua? Não sei!
Quando a noite roubou o dia
Em teu corpo eu repousei
Como numa bela moradia!

Acordei ao raiar da aurora
Banhei-me no teu oceano
Vesti-me e fui embora...
Pensando: tudo foi um engano!

Ainda olhei para trás hesitante
Limpando as lágrimas da tristeza
Corri pela areia queimante
Do sonho, inspirada na tua beleza!

SONHOS DE POETA - II

SONHOS DE POETA – II

Poema de sofrimento, um grito alado de dor
que ecoa no vazio, entre as margens do lamento.
Na conjuração das asas, para transpor abismos,
segura nas garras o símbolo do sentimento.
Fragrância latente no estigma da alma em flor,
verbo devoluto que se desfolha nos eufemismos
dos pensamentos trajado no negro da desilusão.
Sem alento, as visões mastigadas, jazem caídas,
varridas, para esse abismo profundo de solidão.

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