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Prosa

Efémera é a Vida

A vida é efémera…

Vamos transitando de estado em estado. Umas vezes mais engarrafado que outras, mas o movimento é sempre crescente.

A ideia de que caminhamos todos os dias mais uns passos para a morte não é totalmente falsa, mas é tremendamente desoladora. Como é que adicionando dias, experiências ou momentos que dão sentido à nossa vida podemos pensar que estamos cada vez mais perto da derradeira hora?

Para mim, que tento ser optimista na forma como olho a minha estadia aqui, não vejo que seja possível morrer-se por viver…

Caminho e Lugar

Siga por aí sem rancor. Vai, pegue suas coisas e leve-as para outros lugares. O que não lhe couber nas mãos, abandone. As coisas têm os seus espaços. Assim como você, elas operam. Cada coisa em seu lugar. Não se preocupe com o que ficou: Os pertences são como gavetas que guardam histórias dentro de si mesmas. Se quiser ser livre, pertença a poucas, ou quem sabe, raras coisas. O que deixar pra trás contará sempre algo sobre você. Em cada momento, algo diferente. De resto, seja livre!

O Atrevido Natimorto

Atrevido Natimorto

Porque choras por mim Homem de sonhos Eu sou incrivelmente etéreo como o refluir etílico do ventre santo

Sem nome para que tu possas difamar-me

Porque choras por mim Homem de sonhos

Sem nome sem lembranças por não ter nascido

Que tenho eu contigo atrevido natimorto se nem solene cerimônia De ataúde branco onde se colocam corpinho de anjo compartilhamos

Pássaro mudo

Não sabia cantar o canto metálico do uirapuru Sabia ouvir pousado em um galho finissimamente onírico De longe o se põe a escutar Não sabia cantar o canto sintético do uirapuru Sabias voar rasante e tocar a barriga no espelho d’água Provocava uma ressonância quieta silenciosa Não sabia cantar o sinfônico canto do uirapuru Mas sabia ouvir e reverberar outros sons Sabias ficar quieto perto e distante ou mesmo tempo em outras palavras discreto, escreve roteiros com um olhar suave ele está longe e perto descansa em fulgores eternos.

Pixote - A lei do mais fraco

Na lei do mais fraco nós somos a revolta social. Esquecido pela minha mãe, renegado pelo meu pai, a vida tornou-se um tufão: bagunçando tudo o que existe. Vim parar aqui nesta penitenciária sem perspectiva de vida, onde o tempo não passa e minha mãe[...]. Fui parar a meio a marginais com quais delitos são intangíveis a mim; aqui conheci o Fumaça. Garoto gente boa e bem tranquilo com as coisas.

DÁ-ME UM LIKE

OH! EI! Estou aqui sem assunto. Dá um like yes um joinha é isso? Não me recordo mais como escrever... olha não sei o por quê. Estou sem ânimo. Se você clicar e avaliar, talvez posso me animar. Dá um like! Um yes um joinha, por favor! Eu preciso me encontrar. Estou meio perdida entre as letras. Aqui, é a Lua quem escreve. Se lembra da Madalena? pois é!

OUTRA PÁGINA

OUTRA PÁGINA

Cai chuva no meu telhado
Chuva leve, miudinha
Bate no chão, escorrega
Como a agulha na linha

Ouço o tilintar das pingas
Uma a uma na varanda
O silêncio faz propaganda
Em tom doce e melodioso
A uma noite enriquecedora
Tranquila, compensadora

Avisa um amanhecer
Que ao acontecer
Trará uma nova página
E seremos nós a escrever
O rascunho dessa dádiva
Que tem por nome Viver.

Emília Lamas

SÁBIO APRENDIZ

Como pode alguém oferecer bondade
Se não a tem dentro de si?
Como pode alguém dar carinho
Se este não habita a sua essência?
Como pode alguém respeitar
Se não se respeita nem se sabe amar?
Como?
Ninguém pode dar aquilo que não tem
Mas pode porém
Começar a praticar
Como se piano quisesse tocar
A música entretanto treinada
Será sentida e projetada
Revelando o esplendor
De um sábio aprendiz.

Emília Lamas

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